Para gênios da bola, escassez de qualidade empobrece o futebol

Para apimentar, Djalminha revelou que tinha como espelho Zico e também o hermano campeão mundial em 1986

Djalminha, Rivaldo, Rivelino e Pelé, todos com passagem notórias pela Seleção Brasileira, afirmam que a falta de qualidade no setor de meio-campo deixa o futebol pobre e sem atrativos.

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São Paulo, SP, 21 (AFI) – É de fazer inveja para qualquer técnico de futebol da atualidade. Em evento realizado na Capital paulista, nesta quinta-feira, estiveram reunidos quatro dos principais camisas dez do futebol brasileiro de todos os tempos. Djalminha, Rivaldo, Rivelino e Pelé, todos com passagem notórias pela Seleção Brasileira, afirmam que a falta de qualidade no setor de meio-campo deixa o futebol pobre e sem atrativos.

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“Mudou a qualidade desse jogador atualmente. A preocupação maior neste momento é a marcação e hoje um time chega até a atuar com três ou quatro volantes, além da aposta nas jogadas de bola parada, que se tornou a principal arma das equipes. Tanto que por conta destes aspectos formamos apenas uma seleção, tendo como preferência jogadores táticos e isso deixa o futebol pobre”, comentou o ex-camisa 10 da Seleção Brasileira, Rivelino.

Já o “Rei” Pelé destacou a mudança de postura do futebol brasileiro nos últimos anos em relação as características conquistadas em outras épocas e que deixaram o País reconhecido como referência na prática deste esporte.

“A nossa Seleção pela primeira vez está bem do meio-campo pra trás e diferente de outras gerações, ainda não se encontrou do meio para frente. E vale lembrar que os melhores jogadores em atividade no Brasil nas últimas temporadas foram os estrangeiros”, explicou Pelé.

Atual gestor do Mogi Mirim, Rivaldo, que defendeu nesta temporada o São Caetano, falou sobre a responsabilidade de usar o “manto” da camisa dez.

“Ela realmente tem um peso, principalmente, por ter jogado com ela o Pelé e o Rivelino. Tive a sorte de receber orientações do Zico, que me tranquilizou durante a Copa de 98, já que tinha a responsabilidade de criar, armar e fazer gols”, falou.

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Irreverente, porém, destaque das equipes que defendeu, Djalminha apontou os companheiros de posição, Rivelino e Pelé, como protagonistas da mística que envolve a camisa dez.

“Eles criaram todo esse cenário e nos passaram muita responsabilidade por isso, que também era um sonho vestir a camisa dez, independente do clube, e tive a felicidade de sempre usar ela em toda minha carreira”, ressaltou.

E como não podia deixar de faltar, o assunto também se estendeu para a rivalidade entre brasileiros e argentinos, principalmente, a comparação polêmica que envolveu Pelé e Maradona.

Para apimentar, Djalminha revelou que tinha como espelho Zico e também o hermano campeão mundial em 1986. “Sempre tive como espelho o Zico e também o Maradona pelo que faziam com a bola nos pés”.

Para não ficar fora da conversa, o “Rei” afirmou que existe outro camisa dez a superar o desempenho apresentado pelo argentino Lionel Messi, atual melhor jogador do futebol mundial.

“Como jogador o francês Zinedine Zidane foi melhor que o Messi, até por que o argentino tem ao seu lado uma equipe que trabalha pra ele e conta com Xavi, Iniesta e tantos outros, já o Zidane não tinha estas opções, mas sem dúvida o Messi é um grande jogador”, encerrou.