Para ex-dirigente, `panelinhas´ atrapalham Ponte
Campinas, SP, 26 (AFI) – O torcedor pontepretano quer esquecer a temporada 2008. Principalmente, após a vexatória campanha no Campeonato Brasileiro da Série B, quando o time acabou na 11ª colocação, com 52 pontos. E, segundo o ex-vice-presidente alvinegro, Marco Eberlim, o grande fator para os insucessos da Ponte nos últimos anos são as “panelinhas” formadas por digerentes e funcionários do clube.”Hoje existem vários grupinhos lá dentro. Tem do Kiko (supervisor geral), o do Antonio Pessanha (administrador do estádio), Cristiano Nunes (coordenador das categorias de base) e do King (supervisor do amador)”, revelou. “Eles atrapalham o trabalho da atual gestão com fuxicos”, completou o ex-dirigente.
Eberlim ressaltou que o atual diretor de futebol, Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho – um dos mais criticados pela imprensa e torcida -, não consgeue desenvolver um bom trabalho pela falta de experiência e por conta dessas panelinhas.”O Tiãozinho tem contra ele a falta de experiência. Nunca trabalhou no ramo. É um grande sujeito, mas acabou atrapalhado pela falta de experiência e por conta desses grupinhos”, explicou. “Ele vem sendo bombardeado por fuxicos e intrigas desses grupos”, completou.
Processo trabalhista
Marco Eberlim está movendo uma ação trabalhista contra a Macaca, cobrando uma dívida de R$ 1,5 milhão. Segundo ele, apesar de exercer o cargo de vice-presidente desde 2000, sua função sempre foi a diretor de futebol remunerado.
Apesar de magoado, o ex-vice afirma não ter nada contra o presidente Sérgio Carnielli, com quem conviveu durante 23 anos. “Meu único problema com o Sérgio é que ele ainda precisa me pagar o que tenho a receber quando trabalhei na Ponte”, disse o ex-dirigente, que foi demitido em 28 de maio de 2006.
“O Sérgio (Carnielli) queria uma pessoa de confiança para o cargo. E desde 2000 passei a acumular duas funções. Agora, acredito que a Justiça Trabalhista reconhecerá que eu era um funcionário”, comentou.Oposição?
Embora não confirme nada, Eberlim pode até mesmo concorrer a presidência da Ponte em 2008. Ele afirmou que no momento não tem esse interesse, porém, declarou que tem se encontrado com pessoas que discordam do regime “presidencialista” de Sérgio Carnielli.
“O regime da Ponte é presidencialista. O Carnielli é quem decide”, disparou. “Existe um grupo grande de pessoam que não concorda com essa forma de adminitração. Já participei de reuniões com este pessoal”, revelou.A Ponte volta a campo somente na próxima temporada. A estréia no Paulistão está agendada para o dia 16 de janeiro, contra o Ituano, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.





































































































































