Palmeiras 2 x 2 Flamengo - Valdívia é expulso e Verdão entra no Z4
O clube paulista era muito superior até que o Mago agrediu o adversário e acabou deixando a equipe com um homem a menos
O clube paulista era muito superior até que o Mago agrediu o adversário e acabou deixando a equipe com um homem a menos
São Paulo, SP, 17 (AFI ) – O Palmeiras foi do inferno ao céu na partida diante do Flamengo. Após sair perdendo por 2 a 0, o Verdão foi buscar o empate e quando estava melhor em campo, Valdívia tratou de estragar qualquer final feliz e acabou sendo expulso, após dar um pisão em Amaral, deixando a equipe com um homem a menos. Restou ao Alviverde segurar o resultado em 2 a 2, que acabou lhe deixando dentro da zona de rebaixamento. O confronto aconteceu na noite desta quarta-feira, no Estádio do Pacaembu, pela 22ª rodada do Brasileirão.

Após ser goleado pelo Fluminense por 3 a 0, o Palmeiras voltou a tropeçar em um clube carioca. Com o empate, o Verdão já soma dois jogos sem vitória e volta a zona de rebaixamento, onde está na 18ª colocação com 22 pontos, a um do Bahia, primeiro time fora do descenso, e com a mesma pontuação do Botafogo (17º). Completando o Z4 estão Criciúma (22) e Vitória (21).
Por sua vez, o Flamengo, que cresceu muito após a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo, já soma dois jogos de invencibilidade. O Mengão é o décimo colocado com 29 pontos, a sete do Corinthians, quarto, que entra em campo apenas na quinta-feira diante da Chapecoense.
O confronto foi marcado por marcações confusas por parte do árbitro Anderson Daronco. No segundo gol do Flamengo, Eduardo da Silva levou a bola com a mão antes de tocar para Alecsandro, porém, o juiz assinalou gol legal. Outra dúvida ficou por conta de um suposto pênalti no atacante Henrique, que recebeu uma trombada nas costas de João Paulo.
INÍCIO DESASTROSO!
O técnico Dorival Junior decidiu armar um tridente no meio (Diogo, Cristaldo e Mouche) para se aproximar de Henrique, mais avançado. Além disso, improvisou o lateral-esquerdo Juninho como meia e deixou Valdivia e Allione no banco de reservas – os dois não estão completos fisicamente.
O esquema foi catastrófico. No todo e em suas partes. Juninho poderia ter sido expulso depois de duas faltas feias no início do jogo – levou apenas um cartão amarelo – e ainda falhou no gol do Flamengo, aos 12 minutos. Ele tinha a bola dominada na área, mas deixou que Canteros enchesse o pé na saída de Deola.

Mouche não funcionou na criação; Diogo e Cristaldo pouco fizeram na aproximação com Henrique, outro que teve atuação nula – saiu no intervalo. Também pesou uma atuação insegura da defesa, que ficou perdida com a movimentação do mediano ataque do rival.
O segundo gol, aos 31 minutos, pode ser explicado por aí. Os zagueiros não acharam Eduardo da Silva depois da enfiada de Léo Moura. Ele ganhou a dividida com o goleiro Deola e tocou para Alecsandro marcar sozinho. A reclamação do goleiro pedindo toque de Eduardo teve mais desespero do que razão. O toque existiu, mas foi involuntário.
Dorival Junior insistiu em algumas peças que não funcionaram desde o início. Mesmo que os meias principais estivessem baleados, ele poderia ter optado por Mendieta ou Felipe Menezes. Não fez nada disso e deixou o time sem um pingo de inteligência para sair da arapuca em que o jogo se tornara. O mais perto que se aproximou do gol foi em uma disputa aérea de Henrique e João Paulo no final do primeiro tempo. O árbitro poderia ter marcado pênalti.
TUDO MUDOU, MAS VALDÍVIA…
O treinador só acordou no intervalo. Trocou o inexistente Mouche por Valdivia e o errático Henrique por Allione. Em poucos minutos, o time ficou vivo no ataque. Não dá para dizer que o gol de Diogo, logo aos 2 minutos, foi consequência da mudança, mas surgiu nesse contexto. Lúcio deu um chutão, Diogo acreditou e encheu o Pacaembu de esperança.
Diogo precisava acreditar em um lance que parecia perdido. Havia um ano que não marcava um gol – o último tinha sido anotado ainda na Portuguesa. Pelo Palmeiras, foram 25 jogos e, finalmente, o primeiro tento.
O estádio passou a acreditar em todas as bolas, como fez o ex-atacante da Portuguesa. O hino do clube virou a trilha da troca de passes que tardiamente começou a ser feita. Mesmo sem boas condições físicas, Valdivia fez a diferença. Ele e Diogo tabelaram e o chileno enfiou bela bola para Victor Luís chutar firme. Estava empatado o jogo: 2 a 2.
Valdivia faz a diferença também negativamente. Repetindo um velho enredo de lances polêmicas, ele pisou em Amaral e foi expulso aos 36 minutos. Deixou o time na mão, com força apenas para segurar o empate.
PRÓXIMOS JOGOS
Na próxima rodada, o Flamengo faz o clássico contra o Fluminense neste domingo, às 16h, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Já o Palmeiras enfrenta o Goiás no domingo, às 18h30, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia.





































































































































