Ouvidoria de Arbitragem divulga relatório. Confira!
São Paulo, SP, 12 (AFI) – A Ouvidoria de Arbitragem do Futebol Paulista divulgou nesta terça-feira um relatório dos primeiros cinco meses de 2007 sobre tudo que cercou as arbitragens nos jogos do Capeonato Paulista das Séries A-1, A-2 e A-3 e da Segunda Divisão.
Confira o relatório:
Nestes cinco meses de 2007, a Ouvidoria da Arbitragem cumpriu a sua missão junto aos presidentes de Clubes e Torcedores, mantendo um vínculo de cordialidade e respeito com a entidade mandante do futebol paulista.
Assim, foi com grande satisfação que através deste intercâmbio de informações através de elogios, reclamações e sugestões, vários incidentes e equívocos de interpretações das regras do jogo puderam ser corrigidos, no transcurso da competição, por intermédio da Escola de Árbitros e Comissão de Arbitragem.
Foi notória a credibilidade com que os dirigentes de equipes assimilaram a participação dos novos árbitros no certame dos campeonatos regidos pela FPF, desde a Copa São Paulo de Futebol Juniores, às Séries A1, A2 e A3, Segunda Divisão, Sub 17 e 15 , estas três últimas em pleno andamento.
Neste ano, com o canal de comunicação já estabelecido com os telespectadores e internautas, o pico de maior incidência de reclamações recaíram em erros de interpretação da regra, como por exemplo, marcação de pênaltis inexistentes ou não marcação de penais existentes; a anulação de gols válidos e a validação de gols que não ocorreram, enfim, erros de posicionamento do árbitro e assistentes, equívocos provocados pela visão em ângulo diferente que impediram melhor interpretação do lance; expulsões indevidas e não expulsões que deveriam ter ocorrido, enfim, erros de interpretação que ocorrerá em todas as partidas.
Alguns procuravam induzir ao raciocínio de que as grandes equipes seriam favorecidas para chegarem ao quadrangular final, justificando que o interesse financeiro falaria mais alto. Equivocaram-se.
Não foi configurado qualquer erro de direito durante toda competição, o que demonstra a capacitação técnica dos árbitros que atuaram nas Séries A1, A2 e A3.
Nesta demanda de e-mails recebidos pode-se notar que a maioria dos torcedores aceitou a inovação e alguns elogiaram a iniciativa da Federação Paulista de Futebol, em particular, com a implantação definitiva do ponto eletrônico.
É importante destacar a maneira compreensiva com que os torcedores e dirigentes passaram a entender, que os erros da arbitragem podem ocorrer, sem a especulação, de que alguma interferência externa pode estaria contribuindo para isso.
As palavras do presidente da FPF quando cita: “Numa partida de futebol existem vinte e cinco pessoas, vinte e dois jogadores e três membros da arbitragem, onde todos cometem acertos e erros, daí, não se pode julgar o árbitro como único elemento capaz de cometer erros imperdoáveis”.
“O jogador erra pênalti e o goleiro toma um “frango” e o árbitro erra ao marcar, ou não, um pênalti”, assim, todos estão susceptíveis de cometer equívocos no momento da conclusão dos lances.
Apagou-se do cenário paulista e quiçá nacional, a sombra da desonestidade e interesses pessoais no mundo da arbitragem do futebol.
O resultado disso ficou claro com as classificações de equipes desconhecidas do público em geral, às finais das Séries A2 e A3, como o Atlético Monte Azul e Olímpia FC.
O favoritismo de algumas equipes foi superado pela garra e dedicação das outras que, ao surgir à oportunidade de ascenderem à categoria superior, surpreenderam seus adversários e conseguiu o merecido triunfo.
Quanto às reclamações dos dirigentes de equipes que vieram pessoalmente à Federação Paulista de Futebol, ou enviaram fitas de vídeos e DVDs, referentes as reclamações de arbitragens em jogos de suas equipes, incidiram as seguintes reclamações:
– Deficiência técnica dos árbitros;
– Participação de árbitros novos e com pouca experiência;
– E principalmente, nos critérios de aplicação das regras do jogo, isto é, usa-se um critério para punir um jogador da equipe local e outro critério para punir jogador da equipe visitante, tanto no aspecto técnico como disciplinar.
Sem dúvida alguma esta última preocupação dos dirigentes continua como a mais importante, a ser aperfeiçoada para dar credibilidade a arbitragem, o CRITÉRIO, pois entenderam que erros de arbitragem ocorrerão sempre, tanto de interpretação da regra no aspecto técnico (inversões na marcação de faltas cometidas e recebidas, impedimentos, penalidades máximas), como no aspecto disciplinar (advertências e expulsões). Porém, é de importância crucial que os erros e acertos diminuam para os dois lados. Que sejam adotados pelo árbitros, um mesmo peso e uma mesma medida para lances equivalentes.
Os torcedores tiveram participação ativa durante todos os campeonatos, onde manifestaram seus encantos e desencantos pela atuação dos árbitros, com o detalhe principal, que é atacar o adversário que está no topo da tabela de classificação. Explicando: quando uma equipe encontra-se no primeiro lugar da classificação no campeonato, o número de reclamações dos torcedores rivais referentes a possíveis favorecimentos de arbitragem é acentuado. Se o Corinthians está no topo da classificação, a incidência de reclamações de torcedores palmeirenses é evidente e vice-versa.
Quanto à recepção de e-mails com reclamações dos torcedores nota-se um acréscimo no mês de março, na fase intermediária do Campeonato da Série A1, evidentemente, o carro chefe da demanda futebolística. É claro que os times da primeira divisão englobando as quatro grandes equipes: São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos fazem com que o torcedor vá ao delírio e procure extravasar suas ansiedades, frustrações e alegrias, desta forma, daí o grande fluxo de mensagens enviadas à Ouvidoria da Arbitragem para realizar suas manifestações e desabafos.
A frase do presidente da Federação Paulista de Futebol Dr. Marco Polo Del Nero quando diz: “Errar faz parte do caráter do homem!” será imortalizada no mundo futebolístico, dado seu significado e conteúdo.
Quanto aos e-mails enviados, sem dúvida, está relacionado diretamente à demanda de recebimento, pois, de imediato, este Ouvidor de Arbitragem responde aos torcedores pela mesma forma recebida, via e-mail.
Quanto às informações do disque denúncia – 0800.726.7011 – a incidência de ligações foi insignificante, o que representa a lisura e credibilidade da atuação do quadro de árbitros da Federação Paulista de Futebol.
A consciência do árbitro e assistentes de futebol com o compromisso social que têm, está superando as expectativas, dado o zelo e seriedade com que cumprem com suas obrigações pessoais.
Quanto aos árbitros reclamados formalmente pelos dirigentes é interessante destacar que os árbitros neófitos foram menos poupados, porém, sempre cobrados no aspecto técnico.
A indignação que havia em alguns dirigentes, quanto à postura de determinados árbitros que se mostravam prepotentes e arrogantes foi sanada. Sem dúvida alguma foi algo que mereceu atendimento especial desta Ouvidoria e Comissão de Arbitragem, cujas medidas foram tomadas de forma isolada, com resultado positivo. A postura correta, educada e isenta deve nortear a vida do árbitro de futebol.
Quanto aos elogios, estes tiveram uma incidência esparsa, quer seja com acréscimo no mês de abril, com o delineamento da classificação das equipes ao octogonal das séries A2, A3. Neste diapasão foi perceptível a credibilidade da arbitragem no decorrer das competições, sendo que após as finais das três séries A1, A2 e A3, nenhuma reclamação foi formalizada nesta Ouvidoria da Arbitragem.
As orientações emanadas da Comissão de Arbitragem e por esta Ouvidoria da Arbitragem determinaram um padrão mais efetivo de atuação da arbitragem, mercê dos treinamentos teórico e prático realizados nas diversas categorias.
Quanto às sugestões apresentadas pelos torcedores estão:
– A melhoria na preparação técnica dos árbitros, através de reciclagem profissional, que já existe;
– Acabar com o “cai-cai” de jogadores;
– Maior punição aos técnicos que reclamam e xingam a arbitragem;
– Maior rigor do Tribunal de Justiça Desportiva na punição aos técnicos e jogadores violentos;
Quanto à sugestão dos dirigentes e certamente, à unanimidade deles, está na fiel aplicação da regra do jogo de futebol pelo árbitro, de forma equânime e com critério único, para ambas equipes.
Felizmente, raros foram os casos de incidentes com as arbitragens nas competições, mercê da dedicação e entusiasmo da maioria dos dirigentes, que ainda não é a unanimidade, mas merece este destaque.
Concluindo este breve relatório, concito aos dirigentes a trilharem o caminho aberto pelos dirigentes que conseguiram o acesso às categorias superiores, pelo brilhantismo e profissionalismo que demonstraram.
Esta Ouvidoria da Arbitragem continua a disposição dos dirigentes e torcedores, para o fornecimento de todas as informações que foram solicitadas, sejam em caráter de desabafo, alegria ou desencanto, seja para prestar esclarecimento referente à regra do jogo de futebol.





































































































































