Orinho de falso ponta não vinga; é na lateral ou na reserva da Ponte

Quando o jogador avançar, deve ser preparada cobertura por um dos volantes

Orinho de falso ponta não vinga; é na lateral ou na reserva da Ponte

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No giro pelas ruas centrais de Campinas deparo com um pontepretano da velha guarda, conselheiro nato, que se recusa falar de bola rolando.

Queixa-se, isso sim, de que o texto do balanço financeiro da Ponte Preta, do ano passado, à disposição dos conselheiros, tem letras inferiores à bula de remédio, sendo inapropriado para leitura.

Espero que o amigo esteja exagerando, mas como meu lema nesse espaço é dissertar sobre bola rolando, o que se espera é que o treinador Doriva comece a colocar o seu jeito de arrumar esse time.

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Um dia alguém inventou a tal de dobra de laterais, e esse treco passou a ser copiado indiscriminadamente.

O treinador Eduardo Baptista, por exemplo, adora repetir a experiência.

ORINHO

De repente, na própria Ponte Preta, o então treinador interino João Brigatti, inventou de colocar o lateral-esquerdo Orinho com falso ponta-esquerda.

Antes disso, eu havia defendido que Orinho deveria ter mais liberdade para atacar, exatamente para explorar o seu chute forte.

Pois bem, uma coisa é Orinho partir de trás com bola dominada, arrancar e arriscar ‘petardos’ de longa distância.

Outra coisa é ficar aberto na ponta a espera do passe ou lançamento. Aí, vigiado, nitidamente não sabe sair da marcação e perde a maioria das jogadas.

Portanto, que Orinho volte à lateral-esquerda e, naquele mundaréu de volantes no time pontepretano, um deles seja designado para cobertura quando o setor ficar descoberto.

Combinado assim?