Orientações ao interino Froner deveriam ter sido feitas antes do jogo da Ponte
Brusque vence na largada por 2 a 1
Orientações ao interino Froner deveriam ser feitas antes de a Ponte entrar em campo

Na estreia da Ponte Preta no Campeonato Brasileiro da Série B, o que se viu na derrota por 2 a 1 para o Brusque, interior catarinense, na manhã/tarde deste domingo, foi o mesmo do mesmo.
Logo, a primeira pergunta que deveria ter sido feita ao seu treinador interino Sandro Froner seria que informasse quem transmitia orientações ao time durante a partida, visto que ele estava com fone de ouvido.
Seria o técnico contratado Gilson Kleina, que estava no acanhado Estádio Augusto Bauer, ou Fábio Moreno, retirado das funções de treinador, porém remanejado ao cargo de coordenador técnico?
A rigor, Fábio Moreno sequer deveria estar lá, pra se evitar qualquer interferência dele na equipe, após ter cometido uma montanha de erros durante o Paulistão, inclusive na montagem desse elenco que aí está.
Já que Froner se dispôs a ouvir recados, pressupõe-se que Kleina estaria mais habilitado a enviá-los.
PAULO SÉRGIO E RENATINHO
Considerando-se minimamente que Kleina tenha visto o vídeo da perda do título da Ponte Preta no Troféu do Interior, para o Bragantino, claro que a constatação óbvia era que o centroavante Paulo Sérgio sequer deveria ter sido escalado, e que Renatinho, fora de forma, não acrescentaria.
O recado deveria ter sido dado antes de o time entrar em campo, mas esse negócio de questões éticas sobrepõe aos interesses do clube, e assim a Ponte entrou em campo mal escalada, fato que implicou na troca dos jogadores citados, no transcorrer da partida.
Durante o primeiro tempo, como o atacante Moisés não estava inspirado e era absorvido, o ataque pontepretano não tinha criatividade. Por isso só assustou a meta adversária em bola esticada pelo zagueiro Ednei, quando o meia Camilo a dominou já dentro da área, mas errou na conclusão, aos 28 minutos.
Se o time do Brusque carece de jogadores criativos, se vale da adequada distribuição deles em campo, o que resultou em maior volume de jogo durante o primeiro tempo.
Com maior aplicação, o Brusque abriu o placar após marcação de pênalti.
Ficou a dúvida se o volante pontepretano Dawhan teria atingido o atacante Bruno Alves, aos 45 minutos.
O certo é que o lance acabou convertido dois minutos depois através do atacante Edu.
FALHA DEFENSIVA
O que já era ruim piorou para a Ponte Preta logo aos cinco minutos do segundo tempo, quando o lateral Airton, lançado no fundo de campo, cruzou e Edu se antecipou ao lateral-esquerdo Jean Carlo da Ponte, para testar e ampliar a vantagem do Brusque: 2 a 0.
Não creditem exclusivamente à falha para Jean Carlo. Quem deveria ter acompanhado Edu seria Ruan Renato, que havia saído a caça de outro jogador do time catarinense.
E o Brusque ainda teve chance clara do terceiro gol, quando em falha de Ruan Renato, na tentativa de interceptação de jogada, a bola se ofereceu a Zé Mateus, que furou no momento do arremate.
SUBSTITUIÇÕES
A partir do 16º minuto do segundo tempo começaram as substituições, com vantagem da Ponte Preta nas trocas.
Volante Léo Naldi, que substituiu Locatelli, deu mais agilidade na saída de bola.
A movimentação do atacante João Veras, que entrou no lugar de Paulo Sérgio, passou a preocupar o sistema defensivo do time catarinense, que teve perda substancial de qualidade nas mudanças feitas na equipe.
Enquanto Bruno Alves e Edu traziam preocupação à defensiva pontepretana, os substitutos Jhon Cley e Diego Mathias nada acrescentaram.
Além disso, foi notório o desgaste físico do Brusque, que correu bastante durante o primeiro tempo.
GOL DE HONRA
Assim, a Ponte Preta ainda chegou ao seu gol de honra, anotado para Camilo em cobrança de falta, mas o desvio de cabeça do zagueiro Ianson traiu o goleiro Ruan.
Logo, o correto seria ter assinalado gol contra, aos 20 minutos.
O jogo foi se arrastando até o final, quando aos 45 minutos surgiu outro lance polêmico.
Em cobrança de escanteio para a Ponte Preta, o árbitro Felipe da Silva Gonçalves Paludo marcou empurrão de Ruan Renato sobre adversário, e mesmo com a jogada parada o volante Dawhan testou a bola pra rede, mas o lance já estava invalidado.
JEAN CARLO
Novato lateral-esquerdo Jean Carlo se assustou com a responsabilidade pela titularidade.
Assim, inibido, nem de longe mostrou qualidades ofensivas, e ainda teve sobrecarga na marcação, porque não contou com ajuda do volante Locatelli.
Cobra-se mais desempenho do atacante Niltinho, que entrou no segundo tempo, e está claro que o adequado seria o empréstimo do atacante de beirada Pedrinho, para que seja ‘canchado’.





































































































































