Oposição tira da pauta votação de previsão orçamentária para o Corinthians em 2017
É a primeira vez que isto ocorre desde que o grupo do ex-presidente Andrés Sanchez chegou ao poder, em 2007.
É a primeira vez que isto ocorre desde que o grupo do ex-presidente Andrés Sanchez chegou ao poder, em 2007.
São Paulo, SP, 15 (AFI) – Os conselheiros que estão a favor de uma investigação rigorosa nas contas do Corinthians e são defensores do Impeachment do presidente Roberto Andrade acabam de obter uma vitória histórica na reunião que ainda se desenrola nesta noite no Conselho Deliberativo. Acaba de ser retirada da pauta a votação da previsão Orçamentária para 2017.
O Conselho Deliberativo havia sido convocado exatamente para esta votação importantíssima. É a primeira vez que isto ocorre desde que o grupo do ex-presidente Andrés Sanchez chegou ao poder, em 2007. Este ciclo parece estar no fim.
O grupo de conselheiros que defende a abertura da verdadeira Caixa Preta em que se transformou as finanças do Corinthians, desde que o clube se envolveu na operação de construção da Arena Itaquera surpreendeu a atual administração, apresentando Ata Notarial, que nada mais é do que documento com fé pública na qual aparecem dois relatórios com números diferentes da maioria dos itens que compõem a Previsão Orçamentárias, com diferenças substanciais entre os dois documentos.
GRAVE ERRO
Com a dificuldade para saber quais das previsões era a correta, o presidente do Conselho Deliberativo atendeu a solicitação dos conselheiros que levantaram o grave erro, mais um da Administração de Roberto Andrade, e suspendeu a votação, não chegando nem mesmo a discuti-la, convencido do erro.
Organizada, a oposição à administração de Roberto Andrade, produziu relatório de 32 páginas, elaborado brilhantemente por Roberto Yamada e foi distribuído aos conselheiros presentes na reunião, mostrando de forma inequívoca os equívocos dos números apresentados pela diretoria.
Trata-se de mais uma derrota do presidente Andrade, cujo processo de impeachment, já aberto e recebido pelo presidente do Conselho Deliberativo, é irreversível e segue o rito previsto no Estatuto Social. Por conta de todos estes atos que mostram de certa forma perda da governabilidade, o impeachment avança e reúne a cada dia mais adeptos.
MAIS ADESÕES
Como publicou o Portal FI, só nesta semana três juristas de prestígio interno no clube, como Alexandre Husni, ex-presidente do CORI e ex-vice-presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Senger, ex-presidente por duas vezes do Conselho Deliberativo e Celso Limongi, ex-presidente do Tribunal de Justiça de SP, ex-Ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e conselheiro vitalício indicam que o procedimento de impeachment ganha mais força.
Ainda hoje o conselheiro vitalício Romeu Tuma Junior, ex-vice-presidente de futebol do clube e ex-Secretário Nacional de Justiça, declarou seu apoio incondicional ao impeachment no programa do ex-jogador Neto na TV Bandeirantes. E fê-lo de forma incisiva.
A ampliação da lista de assinaturas de conselheiros favoráveis ao afastamento do presidente Roberto Andrade e o imobilismo do presidente que não consegue dar explicações concretas para as denúncias contra sua administração, indicam chances robustas de vitória do movimento quando da votação do impeachment no Conselho Deliberativo.





































































































































