Oportunismo barato: Sindicato "defende" jogadores da Lusa

São Paulo, SP, 26 (AFI) – O inoperante Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (Sapesp), presidido pelo ex-goleiro do Palmeiras, Martorelli, de novo, apareceu, como sempre de uma forma oportunista para “defender” os interesses dos jogadores. Aproveitando o destaque nacional, negativo é verdade, gerado pelos incidentes ocorridos na Portuguesa, a entidade resolveu se manifestar.

A Sapesp há tempos não atende os reais interesses dos seus filiados, principalmente do Interior Paulista, onde os profisisonais são submetidos as mais variadas situações embaraçosas, injustas e de desrespeito.

Confira a nota da Assessoria de Imprensa do Sindicato:

Em total apoio aos atletas da Associação Portuguesa de Desportos, frente ao lamentável ocorrido após a partida diante do Vila Nova (GO), ontem (25/08/2009), manifesta seu mais veemente repúdio público e informa:

É de suma importância que os atletas saibam que o clube (seu empregador) é obrigado a garantir toda a segurança necessária no ambiente de trabalho, seja na concentração, treinamentos, palestras, jogos, vestiários, coletivas. Sempre que o atleta estiver à disposição do clube sua integridade tem e deve ser protegida pelo empregador.

Caso o clube não cumpra seu papel de vigília, prestando a regular segurança aos atletas empregados, podem estes, inclusive, solicitar a Rescisão Indireta de seus contratos de trabalho, via judicial, com base no estabelecido na legislação de trabalho em vigor.

Por ser elementar a obrigação do clube em zelar pela total segurança de seus atletas empregados, o Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo coloca seu Departamento Jurídico à disposição, para averiguação e atuação das medidas necessárias, garantindo todos os direitos de seus associados.

Estamos oficiando o Ministério Publico, a Secretaria de Segurança Pública e Delegacia Regional do Trabalho para as devidas apurações.

Lamentamos que o cenário esportivo contenha situações que nos remetem à condição o maior desrespeito à condição humana e poucos são os responsáveis numa verdadeira mudança.

Esperamos que autoridades investiguem com o rigor que o caso merece para que tal fato não volte a acontecer.