Na goleada do Fla sobre Bangu, início da fase de cinco substituições de cada lado

Na goleada do Fla sobre Bangu, início da fase de cinco substituições de cada lado

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

E aí, como foi o reencontro do futebol em plena pandemia?

Na goleada do Flamengo sobre o Bangu por 3 a 0, na retomada do Campeonato Carioca, na noite desta quinta-feira no Estádio Maracanã, registro para coisas diferentes.

Este foi o primeiro jogo oficial no país em que os dois cubes aproveitaram mudança na regra e ambos fizeram as cinco substituições que tinham direito.

O Bangu, por exemplo, trocou três jogadores na primeira parada. Depois mais um, e por fim outro.

SEM COMEMORAÇÃO

Quando o meia uruguaio Arrascaeta marcou o primeiro gol do Flamengo aos 18 minutos do primeiro tempo, nada de comemoração entusiasta.

Até parecia que ele havia marcado gol contra um ex-clube, pela forma discretíssima de comemoração.

Nada de abraços. Registro apenas de leves toques de cotovelos como confraternização.

E quando Bruno Henrique, de cabeça, sacramentou a vitória flamenguista, aí foi colocada à prova a verdadeira essência do repórter atrás das metas, para retransmitir diálogos de jogadores, como fez Marcos Coelho.

“Estamos de volta”, disse Bruno Henrique.

“E como estamos”, respondeu Gabigol, que fez o cruzamento da jogada.

Depois, no finalizinho do jogo, Pedro Rocha marcou o terceiro gol.

Pra disfarçar ausência de torcida, em jogo de portões fechados, o serviço de som colocou gravação ambiente, como se por lá estivessem barulhentos torcedores.

GAROTINHO NA RÁDIO TUPI

Eis aí a chance de voltar a ouvir o brilhante narrador José Carlos Araújo, o Garotinho, pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro.

Voz limpa e pautado pela habitual descrição da trajetória da bola, Garotinho mostra com clareza o desenrolar da partida, diferentemente de narradores que vendem ilusão de uma coisa que não está ocorrendo pra quem acompanha o jogo pelo rádio.

Voltei a ouvi-lo depois de quase trinta anos, ainda com o velho bordão de 'o placar do maraca marca...'

Seu companheiro, nos comentários, foi o ex-meia Dé Aranha, revelado pelo Bangu em 1967, identificado à época apenas como Dé.

Foi uma época em que não se censurava apelido de jogador, assim como eram dispensados nomes compostos, exceto para diferenciação de xarás na mesma equipe, ou excepcionalmente no caso dele que, no Vasco, passou a ser chamado como Dé Aranha.

Alô equipes esportivas de rádio: no Maracanã foi observado distanciamento social entre integrantes da Rádio Tupi, o que se prevê que esse novo formato seja copiado em outras praças esportivas.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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