Opinião Silvio Gumiero: O sobe e desce dos treinadores
Campinas, SP, 13 (AFI) – Você está firme em seu cargo? Essa foi a pergunta que um repórter fez a Carlos Alberto Parreira, depois de o Fluminense ganhar mais um jogo pelo Brasileirão. Estou firme até a
próxima partida, respondeu ele com toda a sua sabedoria. Hoje o técnico do Fluminense é Renato Gaúcho.
É assim mesmo aqui no Brasil. Basta o time não ir bem num jogo ou perder por um placar elástico, que a cabeça do treinador pode ir a prêmio. Desde o começo do Brasileiro da Série A, dos 20 times só 6 não trocaram os seus treinadores: Atlético Mineiro com Celso Roth, Internacional de Porto Alegre com Tite, Corinthians com Mano Menezes, Avai com Silas, Cruzeiro com Adilson Batista e Goiás com Hélio dos Anjos.
Alguns já trocaram duas vezes como o Sport que começou com Nelsinho Batista, depois veio Leão e agora Péricles Chamusca ou o Atlético Paranaense que demitiu Geninho, depois Valdemar Lemos e está com o experiente Antônio Lopes.
Mas o que aconteceu após a rodada do último final de semana foi demais. Ney Franco do Botafogo, Renê Simões do Coritiba e Paulo César Carpegiani do Vitória foram demitidos, ao passo que Estevam Soares deixou o Barueri por vontade própria e foi para o Botafogo. Mas nesse demite e contrata, dessas 18 rodadas quem se deu bem?
Antônio Lopes, que estava esquecido, ganhou os 3 jogos desde que chegou no Atlético Paranaense. Muricy Ramalho foi demitido pelo São Paulo, mas engatou no Palmeiras que é o líder. Estevam Soares ganhou em seu currículo o Botafogo e mais dinheiro, além de Ney Franco que já está no Coritiba.
E quem se deu mal?
Vanderlei Luxemburgo, que montou o time do Palmeiras e foi para o Santos tentar uma vaga na Libertadores, além de Vagner Mancini, Valdemar Lemos e Cuca que estão desempregados. Carpegiani estava bem no Vitória, mas agora um novo emprego é uma incógnita.
E assim vai. É fácil justificar as demissões jogando a culpa em uma só palavra: cultura. É a cultura do futebol brasileiro, todos dizem. E nós vamos nos acostumando com isso. Essa desculpa normalmente é dada pelos dirigentes que não têm competência, nem discernimento para fazer um planejamento compatível com a realidade do clube, contratando treinador e atletas que possam cumprir o objetivo almejado.
Enquanto isso não acontece, o sobe e desce dos treinadores vai, com certeza, continuar.





































































































































