Opinião Silvio Gumiero: Colcha de Retalhos
O comentário é geral. Tecnicamente, o futebol brasileiro está ruim. Isso também afeta o melhor campeonato regional, o Campeonato Paulista. Para quem acompanha as Séries A-1, A-2 e A-3, percebe claramente que de ano para ano a qualidade vem caindo. A Série A-1 de 2008 é semelhante a Série A-2 de 2002 ou 2003 e assim sucessivamente com as outras séries.
Se está difícil ver jogos da A-1, imaginem os da A-2 e A-3 como eu costumo assistir.Às vezes parece ser sacrifício, mas é até prazeroso, porque afinal de contas preciso saber o que está acontecendo em todos os níveis. Caiu a qualidade e diminuiu a receita financeira dos clubes do interior. Praticamente eles estão vivendo só da cota da televisão.
Um milhão, trezentos e setenta mil reais recebem aqueles que disputam o Paulistão. Para aumentar essa receita, vendem o patrocínio de suas camisas e calções. Só que vendem no varejo. Explico. Tem clubes com 7 patrocinadores, caso do Mirassol, 6 patrocinadores no Sertãozinho, e por aí vai. Se um torcedor desses clubes for questionado sobre qual a empresa que patrocina a sua equipe, é bem provável que ele não tenha resposta. Lembrar uma no meio de muitas fica difícil.
O São Caetano é um exemplo de patrocínio de atacado. Tem só uma marca que estampa a sua camisa, a Consul (foto). Exemplo de criatividade dá a empresa Lupo, fabricante de cuecas e meias. Ela coloca sua marca nos calções, bem em cima onde o homem usa a cueca. Às vezes a marca fica encoberta porque o atleta joga com a camisa para fora do calção, o que deveria ser proibido pelo seu clube.
Bem, tudo isso está acontecendo porque é sinal dos tempos magros que o futebol paulista está passando. A colcha de retalhos, não é só nos patrocínios das camisas. Nas contratações dos atletas, ela é mais acentuada.





































































































































