Opinião Roger Willians: Eras e momentos!
Americana, SP, 01 (AFI) – Há momentos na vida que não sabemos como surgem, como serão lembrados, tanto por face negativa, quanto por tão negativa que for. Há dias que não morrerão, mesmo que queiramos, e outros que nos esqueceremos, mesmo que a vontade fosse de guardar para todo sempre.
Há outros momentos ainda que, mesmo sendo melhor dos poetas e escritores, é impossível de se registrar. Palavras são insuficientes…
Eras são eras, cometas, são cometas e ambos passam, os registros ficam, mas muitos não viveram estes momentos. Quem viveu, passa à frente, mas nunca com a fidelidade do ato que viu ou viveu.
Será assim sobre 2009. Quando alguém for lembrar a jornada do Rio Branco que conquistou o acesso, vai se esforçar, mas não vai conseguir explicar por que no final de tudo deu certo, por que foi tão sofrido, por que a festa foi a maior comemoração que a cidade de Americana já viu.
As lágrimas, os abraços, os gritos roucos não podem ser reprisados, ficarão guardados nas CPUs de cada ser humano que esteve vivo nesse momento. As memórias, assim como as máquinas, falham, até pifam, e é ai que um grande pecado será cometido: um dia se esquecerão do time mais guerreiro, brioso e unido que já jogou com a gloriosa camisa riobranquense.
Não vou falar aqui de jogadores (meus amigos, sobretudo). O que passamos juntos desde o primeiro jogo, lá em São Bernardo, até a noite de domingo, ainda festejando, foi maravilhoso. Momentos que poucos mortais têm a chancela de vivenciar. Os que têm, não querem que acabe não é “capitã”.
Foi épico, indescritível. Ver o estádio como antes, as velhas camisas de 90, os antigos diretores, os principais políticos da cidade, as famílias, os ex-jogadores e treinadores. Tudo isso me remeteu a um pensamento, que, por infelicidade, não disse na transmissão pela RedeTV+.
“Isso não pode e não vai acabar nunca”, pensei.
E como acabar, se mesmo em eras de seca e de pragas o sucesso é recebido? Como acabar com um time que fez o que fez ontem com a cidade? Digam-me, senhores da razão, algo que não fosse o glorioso Rio Branco pararia a cidade como neste eterno domingo?
Pobres tolos! Lógico que agora vocês vão desaparecer, ou ficarem quietos por alguns dias de total frieza. Para vocês, rezo que um dia possam entender o significado de “pequenas” coisas que se transformam em gigantes feitos.
Aos meus professores da universidade, me perdoem pela parcialidade às vezes cometida durante esses meses e pela incompetência de não conseguir fazer uma narrativa ou uma dissertação sobre o fato ocorrido do domingo, 31 maio, no estádio Décio Vitta.
Aos 135 e-mails que entupiram minha caixa postal neste domingo, valeu! Todos vocês têm obrigação de fazerem a festa e não deixar que esse momento mágico vá perdendo o brilho. Vocês e os 10 mil que estiveram no DV são privilegiados, não restam dúvidas. Viveram numa era de glória e congraçamento.
Aos Malucos do Tigre, também me envergonho por não ter palavras. Não sei se ainda estou enfeitiçado por ontem, mas as idéias não estão fluindo. Me perdoem. A única coisa que posso dizer é obrigado! Ser carregado e ter o nome gritado por vocês nas arquibancadas é algo ímpar. Momentos lindos, assim como cometas!
Eu podia trazer nomes de grandes riobranqueses, dos jogadores, comissão técnica, mas essa é só uma crônica. Os citados mereceriam livro de ouro, uma obra de Machado de Assis, placas de honra ao mérito. Citá-los somente aqui, como eu disse, é permitir que seus nomes morram com o tempo e o momento que vivemos passe como as eras, quando deveriam, a bem da verdade, serem lembrados pela eternidade.
Obrigado, Tigre!





































































































































