Opinião Roger Willians: Cada um no seu quadrado
Americana, SP, 04 (AFI) –
Desde de o segundo semestre do ano passado, quando ainda estava no rádio e com programas, tomei uma postura de não mais comentar atrasos salariais (sobretudo no Rio Branco Esporte Clube) e problemas que fugiam da esfera esportiva. Quem me acompanha nesse espaço percebe que não o faço mesmo.
Ontem (03), foi uma exceção, afinal, toda a imprensa de Americana relatou e opinou sobre possíveis problemas nesse sentido. Não me furtei ao debate e relatei (no meu blog), baseado em quase – se não – todos os órgãos da cidade. Coloquei a informação, mas não me posicionei e explico por que, antes que seja taxado de inerte ou parcial na questão.
Sou formado em jornalismo e não em contabilidade, departamento pessoal, direito ou algo assim, meu dever é informar e, como sou da área de esportes, apenas fatos diretamente ligados a ele, não questões que extrapolem esse meio.
Sou da opinião de que todos têm direito ao salário e rigorosamente em dia. É bíblico, inclusive. Mas também entendo que uma empresa ou um clube, apesar de “público” (não na acepção da palavra), tem vida própria e toma suas medidas administrativas, concordando-se ou não. Os dois lados têm suas razões e não serei eu quem as julgará. Existem meios legais que sustentem as duas partes, até por que, ouvi ambas e cada uma reclama o seu, na impressão que ninguém está errado.
Então, como a letra da música – de gosto duvidoso – retrata, “cada um no seu quadrado”, fico na minha. Como jornalista esportivo vou apenas falar dessa esfera, da campanha dentro de campo que é, como diz o mestre Jota Junior na sua “Coluna do Jota”, no O Liberal de hoje (04): “É o melhor início de campeonato paulista em toda a sua história (do Rio Branco)”.
Se tenho tudo isso para comentar, fico na audiência lendo, ouvindo e vendo os colegas discorrerem sobre os demais temas, tudo na paz e deixando claro ser uma posição minha.
Cheguei a dizer, em 2008, que meu programa não era sindicato. Não suportava mais receber reclamações sobre atraso de salários e as divulgar, mesmo tomado pelo dó dessas pessoas. Pensei no ouvinte e nos leitores, agi como tais e conclui: não vale a pena.





































































































































