Opinião Reinaldo Porto: Cadê o futebol de Campinas?

Amigos do Futebol Interior, o futebol de Campinas continua o mesmo. Um dia um time joga como nunca e perde como sempre, outro dia um time joga como sempre e empata ou perde, também como sempre, e por ai vai…

Quando será que o futebol campineiro será forte e grande como antigamente?

Quem é que não tem orgulho do futebol campineiro da década de setenta? Só de pensar que naquela época Campinas ficou conhecida como Capital do Futebol!

A situação hoje é bem diferente, claro. O futebol é administrado de outra forma eu diria, mas não sei denominar esse formato de administração que deveria pelo que se prega por aí ser chamado de profissional. Salvo raríssimas exceções estamos muito longe disso no futebol brasileiro.

Mas falando do comportamento dos times campineiros até aqui. A Ponte quer chegar entre os quatro primeiros, mas em determinados momentos da para duvidar até se chegará entre os quatro que disputarão o título do interior. Perdeu dois pontos diante do Mogi Mirim que não dá para aceitar, principalmente perdendo um pênalti no final do jogo com Leandrinho que depois veio com a história de que “pênalti só perde que bate”.

Realmente Leandrinho, pênalti só perde quem bate mal como você bateu.

Faltou perna ou vontade na hora de bater o pênalti?

Pareceram-me as duas coisas. Vai bater pênalti mal assim bem longe do Majestoso!

Vamos fazer uma continha simples, torcedor pontepretano?

Dois mais dois igual a quatro, certo? Quatro mais dezesseis, igual a vinte, ok? Isso mesmo, vinte pontos é o que teria a Ponte Preta, seis vitórias e no mínimo seis gols de saldo o que significa dizer que estaria à frente do Santos na quarta posição da classificação, se não tivesse empatado com o Mogi em casa e deixado o Mirassol empatar após estar vencendo, por 2 a 0, em Mirassol.

Pelas circunstancias dessa partida em Mirassol o empate teve sabor de derrota.

Os cálculos matemáticos continuam, só que na parte de baixo da tabela. Começamos também com dois mais dois que como pudemos perceber anteriormente dá quatro, que somados a mais nove totalizaremos 13. Esse é o mínimo de pontos que o Guarani teria não tivesse empatado em casa contra Guaratinguetá, que, naquela ocasião, não estava bem e contra o Paulista, que está também jogando um futebol de dar dó.

Com 13 pontos hoje, o que considero pouco o Bugre, estaria em 12º lugar, à frente inclusive de Guará e Paulista, e poderia pensar em brigar por uma vaga na decisão de Campeão do Interior.

Já pensou um derby definindo o título do interior? Seria ótimo, mas este sonho está distante de se transformar em realidade e o que é pior, o torcedor bugrino vive mais um pesadelo daqueles.

Mas, como o Guarani trocou seu treinador e Guilherme Macuglia é, ao que me parece, um treinador competente que ainda restam esperanças para o Guarani, que pegará apenas times considerados pequenos daqui por diante, sendo que dos grandes resta ainda o Corinthians no Brinco. Os demais são Noroeste, Oeste e Mirassol em casa, Marilia, Mogi Mirim, São Caetano e Bragantino fora.

Todos praticamente brigam da metade da tabela para baixo. Com a experiência do treinador bugrino, acho que dá para escapar da degola.

Abraços da semana
Na semana passada mandei abraços para os “Jotas”Jota Santos da Rádio Central ou Zé do City Bar, Jota Sampaio, Jota Jorge.

Faltou abraço para o Jota Bonani, de Taubaté no Vale do Paraíba.

Tem uma passagem interessante do Bonani num amistoso entre São José e Taubaté, o grande derby do Vale!

O Taubaté com um time em formação saiu na frente do marcador e Bonani fazendo festa anunciava no placar no microfone de sua emissora: “O timaço do Taubaté tem Um, São José Zero!”

O Taubaté tomou a virada e no final do jogo o folclórico locutor dava o resultado final: “São José três, misto do Taubaté um!”.

E por falar em Taubaté, meu abraço ao Seo Elias da Silber Móveis, ao Hamilton e ao Daniel da Escolástico Calçados e Esporte, ao Zé e todo pessoal do Barril do Zé Bigode.

Grande abraço a todos e até a próxima!