Opinião Marcio Barreto: Candinho Farias foi o melhor!
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, pra sempre, à margem de nós mesmos”, Fernando Pessoa.
Assim, Candinho Farias, o melhor treinador que o time do Osvaldo Cruz já teve desde a sua fundação – com todo respeito a todos os outros comandantes – se despede do comando do Azulão do Oeste Paulista a fim de cumprir sua travessia, seu caminho rumo ao topo dos grandes treinadores do país do futebol.
A contratação de Candinho Farias pelo Osvaldo Cruz aconteceu em dezembro de 2008 com o objetivo de levar o time de volta à Série A2 do Campeonato Paulista em 2010, uma vez que é considerado um dos maiores conquistador de títulos e acessos de diferentes divisões e categorias em campeonatos do estado de São Paulo.
Candinho chegou chegando e logo imprimiu seu ritmo dinâmico de trabalho. Sério, comprometido, amigo, inteligente e preparado para ser treinador de futebol, não demorou muito para os resultados aparecerem. Em 15 jogos, foram sete vitórias, seis empates e três derrotas, contabilizando 56% de aproveitamento, deixando o time na sétima posição da tabela, praticamente classificado à próxima fase.
Seu trabalho no time do Osvaldo Cruz foi reconhecido por todos: diretoria, comissão técnica, jogadores, imprensa e os fanáticos torcedores de um dos times caçulinha do futebol paulista. Tanto, que foi comparado ao grande herói Silvéster Stalone, sendo chamado de Candinho Stalone, porque mesmo com poucos recursos conseguiu montar um time competitivo, vencendo confrontos diante de poderosos adversários.
Candinho Farias sempre atribuiu os méritos das vitórias a Deus: “Foi a mão de Deus”, dizia ao fim das partidas, mostrando sua humildade e fé. A Bíblia diz em Colossenses 3:23 “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens”. Foi isso que ele sempre fez: dirigiu o Osvaldo Cruz com amor e como ao Senhor.
Obrigado, mestre. Siga sua travessia, pois é a mão de Deus mais uma vez.





































































































































