Opinião Leonardo Rodrigo: Futebol osasquense está em paz

Osasco, SP, 18 (AFI) – A história de Osasco no futebol profissional é escrita a suor de sangue. De todas as ousadias ao longo de décadas, quase na­da deu certo. O Esporte Clube Osasco, a partir do início de 2000 foi o grande momento vivido pela cidade quando conquistou o acesso à Série A3 do Paulista, mas não sairia do lugar nos anos seguintes até entrar em queda livre e ser rebaixado à segunda divisão. Nocauteado por frustrações seguidas, está fora de campo.

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Outra equipe debatia-se para sobreviver na segunda divisão, o Osasco Futebol Clube. Mas também foram longos anos de sofrimento, com rachas entre dirigentes e que culminaram com a falência geral do tricolor – que sempre foi sparring na Segundona Paulista e sem jamais passar da primeira fase. Desacreditado e abandonado, esse Osasco também adormece no baú do futebol.

E antes de tudo isso? O Osasco Futebol Clube surgira das cinzas do Monte Negro da Vila Yolanda, que disputava a Segunda Divisão nos anos 90. O alvinegro também sucumbiu, mas a diretoria continuou e em meados daquela década fundou o Osasco Futebol Clube.

O empresário Armando Borges, com a bandeira da cidade, apresentava um livro com assinaturas dos políticos mais fortes da cidade na época todos apoiando o novo clube. Mas Borges logo se viu sozinho e com todas as portas fechadas. Mesmo assim conseguiu sustentar o clube por alguns anos (se virando por conta) até entrar em choque com Rodolfo Carvalho, então vice-presidente.

Isso acabou cindindo o tricolor em dois – a parte administrativa do Osasco tinha como presidente Armando Borges, enquanto Rodolfo assinava como presidente do futebol. Esse racha afundaria de vez o clube, e desse naufrágio surgiria o Esporte Clube Osasco lançado por Juvenal Ferreira – que cairia no mesmo laço de traições que vitimaram Armando Borges.

Mas a política em Osasco mudou a partir de 2005. Pessoas diferentes das costumeiras passaram a administrar o esporte municipal e, nesse bojo, o futebol profissional precisaria se readequar. O ECO já estava extremamente ferido para continuar e, pa­ra complicar, o presidente Juvenal Ferreira saía de cena por conta de terrível enfermidade (graças a Deus está totalmente rea­bilitado).

Assim, no final de 2007 foi lançado o Grêmio Esportivo Osasco. Sem o alarde dos demais, iniciou no silêncio e sem foguetório. Por outro lado, o GEO contava com apoio total da política. Entrou na Segunda Divisão de 2008 e conquistou o acesso para a Série A3 de 2009. E nessa temporada, acaba de conquistar o acesso à Série A-2. Em menos de um ano e meio o GEO vem provar que sem harmonia com o poder público o futebol não sai mesmo do lugar. Para rechear, o GEO joga domingo contra o Votoraty e precisando do empate, em Votorantim, para ser campeão paulista da Série A3.