Opinião José Flávio Scavassa: O método Brugnerotto

O método Brugnerotto

Na sexta-feira, através do programa Dia-a-Dia Esportes da Rádio Luzes, tentamos montar o organograma da administração do futebol do União Agrícola Barbarense. Contamos com a participação espontânea do presidente Reinaldo Brugnerotto e concluímos que, entre as pessoas que estão envolvidas diretamente com a equipe profissional, existem um assessor especial da presidência (Renato Bonfiglio, ex-dirigente do XV de Novembro de Piracicaba), um diretor (Danilo Boralli) e dois gerentes (Clayton Vieira, um dos responsáveis pela aproximação do clube com investidores mexicanos, e Paulo Moraes, outro ex-dirigente quinzista).

Segundo Brugnerotto, os cargos que eles ocupam não têm a mínima importância. Tudo é mera formalidade. Para toda e qualquer decisão – em todos os níveis, em qualquer escalão – quem manda é o presidente. É mais ou menos como naquela premissa que tem só dois itens: “1º) O chefe sempre tem razão; 2º) Na improvável hipótese do chefe não ter razão, recorra ao item 1.” Para o presidente, quem assina é sempre o maior responsável e nisso ele tem absoluta razão. Se der certo, humildemente, ele poderá dizer que foi um trabalho de equipe. Se não der, terá de chamar toda responsabilidade para si.

Podemos discutir o método Brugnerotto de administrar, mas não podemos negar que não lhe faltam vontade e coragem. Ele peitou a UB Corporation e arcou com todo o seu espólio de dívidas e assumiu o clube num momento em que muita gente resolveu se afastar. Pode ser que seja centralizador e até autocrático em determinadas situações, mas não dá para garantir que sem ele o futebol do União não estaria paralisado hoje.
Reinaldo Brugnerotto “Italiano”, o Romeu Ítalo Rípoli dos tempos modernos, despreza nomenclaturas e a rotina dos procedimentos. Assim como o saudoso mandatário quinzista, ele é mais que o presidente. Ele é o próprio União.

Trocando as bolas

Na semana passada, o Jornal Nacional da TV Globo exibiu uma reportagem sobre jogadores veteranos que continuam jogando, agora por clubes pequenos. Quando abordou os casos de jogadores que estão em equipes do interior de São Paulo, a reportagem cometeu dois equívocos. Apesar de mostrar o distintivo da Associação Atlética Francana, o repórter chamou o clube de “o” Francana. Depois, informou que o Sertãozinho é um time da 2ª divisão. Todos sabemos que desde o ano passado não é mais. Subiu para a elite. Não sei se é falta de conhecimento ou descaso. Talvez as duas coisas.

Mural da Bola

Segundo o presidente unionista, o contrato com investidores de uma empresa de advocacia mexicana começou a vigorar agora em janeiro. O ex-jogador Clayton Vieira foi o responsável pela aproximação entre o clube e os investidores. Clayton será um dos gerentes de futebol do alvinegro barbarense.

Está chegando a hora. Faltam 13 dias para a estréia do Tigre no Campeonato Paulista da Série A-2 e faltam 19 dias para as estréia do Leão da 13 e do Lobo de Hortolândia na Série A-3 de 2008.

“Tenho Dito”

“Joguei em todas as posições, menos no gol porque, numa eventualidade, o titular seria o Pelé.” Lima, ex-jogador do Santos, falando um pouco de sua carreira no futebol durante a programação esportiva da Rádio Jovem Pan.

Troféu Apagão

Mais uma vez vai para quem teve a cretina idéia de criar o torneio “Campeão do Interior” dentro do Campeonato Paulista de Futebol. Ora, campeão do interior será o clube que se posicionar melhor na classificação, afinal todos jogam contra todos. Para piorar, o vulgar torneio tem suas partidas decisivas marcadas para os mesmos dias e, se repetirem o erro do ano passado, nos mesmos horários dos jogos que decidem o campeonato.

Troféu Gol de Placa

Para o momento criado pelo Palmeiras. O clube celebrou um excelente contrato de patrocínio, contratou um dos melhores técnicos do mundo e lançou um projeto para transformar o seu estádio numa arena coberta. Agora, só falta ter um bom time de futebol.

José Flávio Scavassa é coordenador da Equipe Líder da Rádio Luzes da Ribalta (AM 1360), emissora integrante da Rede Jovem Pan Sat, e escreve para o FI às segundas-feiras.
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