Opinião Fauzi Kanso: Luxemburgo com J. Hawilla? Duvido!

wavilla 001 130Campinas, SP, 21 (AFI) –
Inicialmente quero enfatizar a minha felicidade em poder ocupar um espaço no principal portal de futebol do Brasil. Viajo bastante e sempre que falo que futebol, o Futebol Interior é a principal referência. Posso garantir que nunca vi em lugar nenhum do mundo um veículo de comunicação com tanto noticiário de futebol como o Portal Futebol Interior.

Então vamos a minha primeira coluna.

Nos anos 60, precisamente entre 66 e 67, tive orgulho de trabalhar com J. Hawilla (foto), na Rádio Piratininga de Votuporanga, próspera cidade da região noroeste do Estado de São Paulo. Ele, lá com seus 18 anos, moçoilo, cabelos longos, Karmanguia vermelho, calçando sapatos sem meias, roupas próprias de um jovem estuante de vida e que já demonstrava saber o que queria, chegou para gerenciar a decadente emissora. Creio que poucas pessoas botaram fé naquele play-boy.

Porém, em poucos meses, “a casa estava arrumada”. Aquele garotão não demostrava seu rico conhecimento na arte em administração de sucesso. Lembro–me que ele não impôs regras que não pudessem ser assumidas, só exigiu de todos o melhor de cada um e, principalmente, honestidade e lealdade.

Nascido em berço honrado, dono de uma retidão invejável, honestíssimo, trabalhador e amigo, venceu. Foi com essa estoicidade que o Hawilla chegou ao topo. É hoje, sem favor algum a quem quer que seja, um dos principais empresários deste país .

Como empresário da comunicação e marketing esportivo está investindo no Palmeiras e, claro, como em todas as suas empreitadas vai querer resultados. O técnico contratado, talvez não por ele, foi Vanderlei Luxemburgo. E, é exatamente ai que mora o perigo.

A imprensa já divulgou, centenas de vezes, imagens negativas e processos contra a pessoa do treinador. Até da seleção brasileira ele foi dispensado por problemas alheios ao seu trabalho. O treinador também não deu certo no Guarani, na Ponte Preta, no Flamengo, no Paraná Clube, no Real Madri. Teve passagens conturbadas no Santos, Corinthians e no próprio Palmeiras, quando ali já não mais estava o Brunoro, o grande gerente na época da Parmalat. Também, pelo que sei, nunca revelou um jogador.

Como conheço a firmeza, austeridade, a ética, a dignidade e o exemplo de homem que é o Hawilla, e pelo conhecimento que tenho, pela imprensa, do Luxemburgo, é que não acredito em vida longa para o treinador no Palmeiras. Mas, enfim, vou torcer para que tudo de certo para o Hawilla, Palmeiras e Luxembrugo.

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