Opinião Fauzi Kanso: Homenagens e agradecimentos

Segunda-feira que passou, no Restaurante Eden Bar, um dos mais antigos e tradicionais de Campinas, e também reduto dos bugrinos, participei do programa “mesa redonda” da Rádio Central, comandado Alberto 0002 130por Alberto Cesar, que para mim, sem nenhuma adjetivação, é o melhor narrador esportivo do Interior de São Paulo.

O Alberto têm conhecimento, tem preparo – e se prepara – , tem o dom da palavra fácil, e, se tudo isso já não bastasse, é por demais carismático. Ele se identifica com a torcida e a torcida com ele.

Embora afastado do rádio há décadas, eu poderia ter tido uma melhor performance não fosse uma gripe acompanhada de uma pesada constipação que me persegue já há quase trinta dias. De qualquer forma valeu. Valeu muito.

ZAIMAN DE BRITO FRANCO
Foi muito gratificante participar da “mesa” por que alí conhecí pessoalmente radialistas que só ouvia pela Central e, o prazer maior, reencontrar Zaiman de Brito Franco, excelso radialista e jornalista com quem tive o prazer, a alegria e até grande orgulho em poder dividir o microfone na Rádio Cultura.

Em Campinas, não se pode falar de rádio e jornal sem primeiro falar do Zaiman. Ele sabe tudo de futebol, da boemia, das partes boas da cidade e de suas mazelas. Zaiman é poeta, o verdadeiro poeta que numa mesa de bar, por momentos, deixa de lado o entusiasmo da conversa “molhada” para escrever, num guardanapo de papel, um singelo verso de amor, ou uma irrepreensível crítica social.

Devo acrescentar ainda que, no dia seguinte, não imaginava fosse receber tantos cumprimentos de amigos. Não que minha participação tivesse tido destaque, como já frisei, mas, confesso, não imaginava que o programa tivesse tanta audiência, principalmente, se considerarmos o horário em que ele é apresentado, concorrendo com novelas, Jornal Nacional e outras atrações televisivas. Mais uma vez, se me permitem os amigos leitores, quero agradecer o deleitável convite do Alberto Cesar.

RAUL MAUDONNET
Esta semana recebí um agradabilíssimo e-mail de outro grande amigo com o qual tive a alegria de trabalhar: Raul Maudonnet, plantonista esportivo da Rádio Brasil, que nos finais de jornadas esportivas dominicais, fornecia resultados de partidas até do Afeganistão, Rússia, Patagônia, Polo Norte…

E olha que na época nosso sistema de comunicação era pior que o do Paraguai, só melhorando muito no Governo Militar. Não era como atualmente com este fantástico “Placar ao Vivo” do Futebol Interior.

Cumprimentando o Raul estou cumprimentando também seu irmão, Dr. Renato, administrador do Hospital Mário Gatti, grande pessoa, grande amigo, grande administrador…

ABRAÇOS EM PROFUSÃO
Já que hoje estou em ritmo de homenagens e agradecimentos, aproveito para homenagear e agradecer o Nelson Eugênio Lauer, que me fez uma correta observação sobre o jogo Ponte Preta e Votuporanguense.

Também agradecer ao Celso Caldas, de Goiânia, que pergunta o paradeiro do Manoel Marques Paiva. Ele continua administrando suas padarias, Celso. Um abraço para Celso Martinelli, de Belo Horizonte. Abraços também para Carlos Alberto Fernandes Ferreira, de Juiz de Fora MG; Agradecimentos também ao Eduardo Trevisam Gonçalves, de Piracicaba-SP e ao Manoel Antônio Rodrigues, de Taguatinga, DF.

Quero agradecer e mandar um abraço para Domingos Feitosa, Luciano Klostermann e Rodrigo Marciano, que embora nos tenham dado a alegria de suas manifestações, não citaram suas cidades.

Seria muito interessante que os amigos leitores ao nos enviar mensagens, que nos enviem também o nome da cidade, do Estado e ou do país. Se autorizado pelo leitor, publicarei, na medida do possível, todas as manifestações de elogios e de críticas dos amigos do Futebol Interior.

O CULPADO NÃO FOI PUNIDO
Muito se falou do incidente do jogo em Recife envolvendo Botafogo e Náutico. O que ninguém falou foi sobre o jogador que provocou todo o tumulto, não o atleta do Botafogo, André Luís, que nem falta fez, mas o do Náutico, que deu verdadeiro show de contorcionismo no gramado, simulando uma terrível contusão e tentando, claro, jogar a torcida contra o juiz.

policialameaca 0001 200Este sim deveria ter sido expulso de campo. Outra coisa que não foi comentado: como é que pode o jogador, do meio da intermediária, chutar uma garrafa plástica, de 300 ml, sem água, e acertar e ferir torcedor que estava há mais de 50 metros de distância, atrás do alambrado ?

E o que falar da policial que “grudou” por trás o jogador ? Excesso de autoridade ? Excesso de zelo ? Como diria Zaiman, “vontade de uma cheirada ?”

Leitor, mande notícias. Diga onde você está. A sua manifestação (inclusive de críticas) me será de grande júbilo.

Fauzi Kanso
[email protected]