Opinião Eder Henrique: Detalhes que fazem a diferença
Piracicaba, SP, 18 (AFI) – Na fase decisiva de qualquer competição, um simples detalhe pode fazer a diferença. No frigir dos ovos entram em campo os prós e contras das atitudes das equipes durante todo o torneio. Os erros e os acertos dentro e fora das quatro linhas. O planejamento realizado, o cumprimento dele, entre outros alicerces.
Vou me ater a dois exemplos neste espaço: XV de Piracicaba e Rio Branco. Levando em consideração o que foi colocado no primeiro parágrafo desta coluna, as duas equipes não mereceriam subir nos torneios que disputam. Digo mereceriam porque acredito no acesso das duas equipes, mesmo com muitas patacoadas cometidas.
No XV, o lance esdrúxulo do atacante Adílson, aos 48 minutos da segunda etapa do jogo contra a Penapolense, foi apenas um dos erros.
E os gols perdidos contra o PAEC? A insistência em atuar sem um lateral direito de ofício? Buscar no coitado do Fábio Santos a saída para os gols não anotados. Os cartões bobos recebidos, quesito em que o meia Laércio é recordista. Isso porque, era ele quem deveria provocar cartões nos adversários…
Entre outros problemas. Um por sinal, bem parecido envolvendo Rio Branco e XV de Piracicaba. Inaceitável!
Do lado do time americanense, o grupo se fechou de uma forma inacreditável rumo à elite. E vai conseguir mesmo com todos os percalços.
Os americanenses devem aplaudir a empresa responsável pelo futebol no Rio Branco, já que sem ela, o Tigre poderia ter fechado as suas portas. Mas é lamentável a conduta destes mesmos dirigentes no tratamento com seus jogadores quando o assunto é financeiro. Comemorar os 50 jogos do artilheiro Lincom num pega tão importante contra o União São João também foi um equivoco. A camisa 50 encheu o ego do artilheiro e a motivação da zaga do time de Araras, que anulou nos dois jogos o “cara” da Série A-2.
Ah, nas duas equipes foram três treinadores durante o Paulista. Onde já se viu times com tantas trocas lutarem pelo acesso? Dos percalços mostrados aqui, apenas um se resume a parte técnica. Fica o questionamento: Será que trocar o treinador realmente resolve?
2009 pode ser o ano das conquistas. Mas também deve ser o ano das lições aos times aqui citados.
O sofrimento poderia não existir. Mas escolheram desta forma. Fazer o quê?





































































































































