Opinião Éder Henrique: Da luz verde para a amarela!

Piracicaba, SP, 01 (AFI) – A era Fescina no XV de Piracicaba ficou com o último capítulo entalado na garganta de muitos. Apresentar incompatibilidade de gênero logo em três semanas de trabalho pode ser considerado um recorde.

Não dá para saber quem estava certo neste imbróglio. As más línguas dizem que o treinador demonstrou arrependimento, ao saber que não existia mais a possibilidade de reatar o casamento. E a diretoria com a decisão, tentou evitar problemas futuros. Tudo isso, em uma análise linear, sem aprofundamento.

Mas, como já colocado pela minha pessoa, se existia um tempo de errar, era esta a hora. É óbvio que ninguém gosta de cometer equívocos. Mas, bola pra frente!

Após isso, confesso que fiquei surpreso com a nomeação de Carlos Alberto Soave, o popular Betão, para o cargo de treinador do alvinegro. Como experiência a beira do campo, Itararé, Foz do Iguaçu, entre outros poucos clubes. Ao longo de seus 50 e poucos anos de idade, Betão se vê na principal missão de sua carreira: Levar um time bom, de boas peças, com uma torcida fanática, a uma posição que demonstre pelo menos honra na Copa FPF.

Não podemos nunca, formular um juízo de valor de uma pessoa sem a conhecer antes. Entretanto, em seu currículo, não há nada de tão expressivo. Algo que o torcedor – ou qualquer outra pessoa – possa “puxar pelo rabo” e consequentemente ter um fio de esperança.

Vejo uma espécie de luz amarela no XV neste momento. Foi-se da verde para a amarela, em menos de um dia. Fim do planejamento? Não sei.

Mas o alerta não está só no alvinegro, mas também nos demais clubes da Copa FPF. Encontrar alguém em uma situação mais confortável é apontá-lo logo ao caneco do torneio. É bem verdade que via o XV nesta situação. Hoje não mais.

Só o tempo dirá.

Os resultados contra a Ferroviária, nos dois jogos treinos programados, também não servirão para nenhuma avaliação. A não ser técnica e taticamente. Os fanáticos, às vezes, não têm este feeling para sentir se uma equipe está ou não preparada. Bem como nós, da imprensa.

Caso tivéssemos este feeling, seríamos todos técnicos de futebol.

Até a estréia do dia 19, contra a Itapirense, fora de casa, muita água vai rolar. Que venha o Betão. E que os bons ares estejam ao seu lado!