Opinião Carolina Zullo: Somos responsáveis por nossa fala

Campinas, SP, 23 (AFI) – Há 3 coisas que não voltam atrás: a pedra atirada, o tempo e a palavra proferida. Daremos maior atenção a esta ultima afirmação.

Até onde se sabe, vivemos num pais democrático, com liberdade de expressão. Sim, isso é fato, mas é preciso atentar-se ao que é dito, pois ao mesmo tempo que somos livres para dizer o que queremos também somos responsáveis pelo que dissermos.

Trazendo a discussão ensinamentos jurídicos, veremos que temos total liberdade de pensamento e que a partir do momento em que o verbalizamos é que somos responsáveis pelo que foi dito. É necessário estar atento as conseqüências dessa fala, pois pode ser considerado desagravo a alguém, a um grupo de pessoas ou mesmo uma camada da população.

O pré-julgamento é extremamente delicado e ignorante, pois na maioria das vezes não temos conhecimento suficiente para julgar tal pessoa ou mesmo algumas atitudes suas. E quem somos nós para julgar atitudes de outros, não sabendo quais são suas necessidades diárias e não estando ao lado desses pessoas em seu cotidiano.

Outra forma de proferir palavras errôneas é fazê-lo no momento inoportuno, ou seja, quando a pessoa está emocionalmente abalada, nervosa. Invariavelmente, arrepende-se logo após.

Mas nesse contexto também se inserem as falsas promessas. Se é, de antemão, sabido que não será possível alcançar a meta, porque fazer, porque prometer, iludir ainda mais quem já convive com a desilusão. Pior: gastar verdadeiras fortunas com candidaturas a isso e aquilo, sendo que o país tem necessidades muito mais urgentes. Dizer que trás o progresso em menos tempo. Tenho minhas dúvidas.

Enfim, é preciso cuidar das palavras. Dizer apenas o necessário, sem qualquer espécie de julgamento, seja comportamental, opção sexual de jogadores, atuação de árbitros ou promessa de campeonatos internacionais no país.