Opinião Bruno Mestrinelli: Obrigação de vitória
Com um bom futebol, o Noroeste empatou com o Juventus. O empate não foi de todo ruim, mas, devido à fraca qualidade do Juventus, o time de Bauru poderia ter saído da Rua Javari com os três pontos. Agora, existe a obrigação de vitória sobre o Guaratinguetá. E mais: a obrigação de vitória sobre Guarani e Ituano, todos esses jogos em casa.
Eu explico: o próprio técnico Fescina disse que pretende brigar por uma das quatro vagas nas semifinais do Paulistão. Para tanto, precisa de, pelo menos, sete vitórias em casa para sonhar com uma vaga. A conta é simples. O time de Bauru tem três dos dez jogos que fará em casa em apenas uma semana. Se vencer todos, bem. Caso contrário, o objetivo de Fescina pode ficar longe.
Estou olhando a tabela um pouco mais longe. Além desses três jogos. Após as três partidas em casa, o Noroeste tem duas pedreiras seguidas: pega o São Caetano, fora de casa e enfrenta o Palmeiras, no sábado de carnaval. São duas tarefas ingratas.
Após esses cinco jogos veremos qual será o real objetivo do Noroeste.
Sobre o empate com o Juventus, gostei muito do time, principalmente de Edno, Gilsinho e Otacílio Neto. Marcelo Santos foi muito bem. E acabou sendo um dos personagens principais do empate. Isso porque foi substituído por Luciano Bebê, que ficou no meio-campo. Assim, Edno foi para a lateral-esquerda. Após essa substituição, o Noroeste parou em campo. Fescina errou na minha opinião. Aliás, Fescina não é o único. Mas os treinadores têm uma fixação em escalar Edno na lateral-esquerda que me irrita. Ele rende melhor perto dos atacantes. E diz aos quatro ventos que só gosta de jogar no meio-campo. Os jogadores que mais me decepcionaram foram Ralf, Alexandre e Edylton.
Críticas
A diretoria noroestina, presente em peso no estádio da Rua Javari, não gostou nada da substituição. Damião e Fernando Garcia deixaram claro que estavam gostando da atuação do time até Edno ser deslocado para a esquerda.
Otacílio Neto
O destaque do Noroeste na estréia do Paulistão poderá fazer a sua despedida no domingo. Ele deve ser negociado com um clube da Coréia do Sul, ainda não identificado. Sem Otacílio no ataque, o time perde referência. Já tem gente torcendo para que a transferência seja melada. O próprio jogador, identificado com o Noroeste, não demonstra muita empolgação com a Coréia do Sul, ao falar com a imprensa.
Torcida
Cerca de 60 noroestinos estiveram no estádio da Rua Javari. Parabéns para os fanáticos. A Sangue Rubro também esteve lá, assim como eu. Domingo, no Alfredão, a torcida tem que comparecer em peso para apoiar a equipe. Agora é com vocês, noroestinos!
Rua Javari
Não poderia deixar de comentar sobre a Rua Javari. Tudo bem que é um estádio charmoso, com história no futebol nacional. Só que é piada a FPF liberar jogos naquele estádio. Dizem que cabe 9 mil pessoas. Não cabe! No máximo 5 mil. E regra é regra. Se a capacidade mínima é 15 mil pessoas, a Rua Javari tem que ser ampliada ou interditada.





































































































































