Operário, um teste pra se conferir o novo Guarani
Atacante Lucão pode ser a principal novidade do Bugre
Operário, um teste pra se conferir o novo Guarani
Operário de Ponte Grossa (PR) na noite desta terça-feira. Eis aí um teste para se dimensionar progresso do time bugrino sob o comando do treinador Daniel Paulista.
A rigor, ambos são visitantes, porque o jogo está programado para Curitiba.
Aproximação de jogadores do Guarani em campo tem sido um ganho se comparado à era Allan Aal.
A volta do volante Rodrigo Andrade qualifica o setor, pois além da forte pegada ele se projeta ao ataque, diferentemente da morosidade de Índio, que o substituiu na estreia, diante do Vitória.
Entrando ou como opção no banco de reservas, o centroavante Lucão é sempre uma esperança ao torcedor bugrino, visto que há muito cobra-se na equipe o homem-gol, o boleiro talhado para a função.
EQUILÍBRIO
O conceito tático do comandante Daniel Paulista é de equipe equilibrada.
Jamais desiste de atacar, sem contudo desguarnecer a defesa.
Isso explica porque não é colocada em prática a cobrada marcação alta, recomendável apenas em equipe devidamente estruturada.
Adiantando-se atacantes para marcar saída de bola do adversário, automaticamente tem-se que avançar o compartimento defensivo, de forma que o time não fique espaçado em campo e não permita facilidade para o adversário trabalhar a bola.
E mais: não dá pra se expor tanto, considerando-se que os zagueiros Talles e Carlão não são velozes para ficarem de mano com atacantes adversários.
E mais: atacantes do Guarani apenas têm cercado adversários, sem desarmá-los ou atrapalhá-los na evolução de jogadas.
GENTIL CARDOSO
De certo a boleirada bugrina sequer ouviu falar do saudoso treinador Gentil Cardoso, que dirigia equipes do Rio de Janeiro na década de 50.
Provavelmente Gentil tenha sido citado pelo treinador do Operário, Matheus Costa, quando exige que os seus jogadores se desmarquem constantemente, para que sejam opções no recebimento do passe.
É de Gentil Cardoso o bordão de que ‘quem pede tem preferência; quem se desloca recebe’.
Logo, se a boleirada do Operário se desloca, é natural que Daniel Paulista exija acompanhamento de jogadores bugrinos na marcação.
Há situações, como essa, que treinadores até adotam a chamada marcação homem a homem, para facilitar a pegada.
MARCELO ADIANTADO
A situação do Operário tem sido tão confortável a ponto de o meia Marcelo ter ficado na reserva e, ao entrar no segundo tempo, tem se posicionado mais próximo da área adversária.
Meia Rafael Oller seria titular na maioria das equipes da Série B, mas a reserva no time do Operário é justificada pela indisciplina tática na recomposição e, por vezes, lembrar o saudoso atacante Enéas dos tempos de Portuguesa, quando ficava sumido do jogo.
Oller pega bem na bola, tem repertório com dribles de futsal, e faz gols. Só falta entender que futebol é conjunto.
COLUNAS
Texto de Cadê Você foge do trivial de Ponte Preta e Guarani. Lembra os 22 anos da trajetória da Linfurc (Liga Independente de Futebol da Região de Campinas), entidade que organiza campeonatos amadores até para atletas acima de 60 anos de idade.
Em Memórias do Futebol, o lembrado é o ex-meia Conca, argentino que se deu bem no futebol do Rio de Janeiro, e pendurou as chuteiras em 2019.





































































































































