Onde Anda: Tonhão, ’cão-de-guarda’ do Palmeiras. Veja!

Tonh o 03 350“Os anos de 93 e 94 foram os melhores momentos na minha carreira. Tínhamos grandes jogadores e formamos um time muito competente. Conseguimos deixar uma fila de muitos anos, e foi um momento inesquecível, pois foi contra um rival do Palmeiras”, revelou o ex-xerife. Osasco, SP, 12 (AFI) – O que aconteceu há 15 anos atrás? Muita gente pode não se lembrar, mas o torcedor do Palmeiras jamais se esquecerá. No dia 12 de junho de 1993, o Verdão acabava com a fila de 16 anos sem títulos, justamente em cima do rival Corinthians, após a vitória, por 4 a 0, no Morumbi. Um dos personagens desta partida, o zagueiro Tonhão, é a personalidade do Onde Anda desta quinta-feira.

Tonhão, de 39 anos, encerrou a carreira em 2003, quando defendeu o Guaratinguetá. Atualmente ele tem uma empresa de representação de jogadores em Osasco, na grande São Paulo, onde agencia jovens atletas para clubes do Brasil, como Juventus e Joseense, além de fora do país.

O jogador ficou no Verdão até o final de 95, quando deixou o clube e foi para o Atlético-PR. Antes de sair, Tonhão envolveu-se em um episódio contestado, pois foi acusado de pisar em uma camisa da Portuguesa após uma partida contra o Palmeiras.

“Não pisei na camisa, mas chutei. Infelizmente eu perdi um grande time para jogar. Restou-me pedir desculpas por tudo, mas cheguei a ser sondado para jogar pela Portuguesa em 99. Foi o único erro dentro do futebol na minha vida. Adoro a Portuguesa, tenho amigos que torcem por ela, assim como gosto muito do Nacional, dois fundadores do futebol paulistano”, disse.

Agora, o ex-jogador tem outra meta no futuro, voltar aos gramados, mas como treinador. Em 2004, Tonhão comandou o ECO-Osasco na Copa São Paulo de Juniores, mas depois disso foi diretor de futebol do clube até 2006, mas sem estrutura e apoio foi impossível prosseguir. No momento, o zagueiro aguarda para fazer estágios com treinadores campeões.
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Em pé:
Mazinho, Roberto Carlos, César Sampaio, Tonhão, Sérgio e Antônio Carlos.
Agachados: Edmundo, Daniel, Evair, Edílson e Zinho.

“Fiz estágio para treinador, com o Túlio Tangione, no Nacional, mas pretendo voltar a trabalhar como técnico. Tenho vontade de estar dentro do campo, para poder passar tudo o que aprendi para os jogadores. Pretendo fazer estágio com o Luxemburgo e com o Nelsinho Baptista, já obtive convite, mas só vou fazer daqui uns três anos, pois quero atingir uma idade que imponha mais respeito”, finalizou.