Onde Anda: Elenco do São Paulo, campeão da Libertadores 92

São Paulo, SP, 25 (AFI) – Depois de relembrar times marcantes de Corinthians, Palmeiras, Guarani e Ponte Preta, chegou a vez do torcedor são-paulino receber um presente do Futebol Interior. Nesta semana, o FI traz ao internauta o paradeiro dos 11 titulares do São Paulo na conquista da Copa Libertadores da América de 92.

Confira:
Onda Anda: Elenco do Palmeiras, campeão da Libertadores 99

Dirigido pelo Mestre Telê Santana, o Tricolor começou mal sua campanha, com derrota por 3 a 0 para o Criciúma, fora de casa. Mas, com o passar dos jogos, o time se recuperou. Venceu San José, da Bolívia (3 x 0), Criciúma (4 x 0) e Bolivar, da Bolívia (2 x 0), além de empatar com Bolivar (1 x 1) e San José (1 x 1).

Classificou-se às oitavas-de-final e eliminou o Nacional, do Uruguai, com duas vitórias (1 x 0 e 2 x 0). Nas quartas, reencontrou o Criciúma e se garantiu com uma vitória (1 x 0) e um empate (1 x 1). Na semifinal, passou pelo Barcelona, do Equador (vitória por 3 x 0 e derrota por 2 x 0). Na decisão, venceu o argentino Newell’s Old Boys nos pênaltis (3 x 2) e garantiu seu primeiro título continental.

Confira onde estão os 11 titulares:

1. Zetti (goleiro) – Um dos heróis da conquista. Havia sido contratado junto ao Palmeiras há pouco tempo e justificou o investimento. Fazia uma Libertadores somente regular até defender o pênalti do volante Gamboa, na decisão contra o Newell’s Old Boys. Garantiu a conquista diante de mais de 100 mil pessoas no Morumbi. Aposentou-se em 2002 e virou técnico de futebol. Depois de rodar por Paulista, Guarani e Ponte Preta, dirige atualmente o Paraná Clube.

2. Cafu (lateral-direito) – Bicampeão mundial com a Seleção Brasileira (94 e 2002), também cansou de levantar taças pelo São Paulo. Foi bicampeão da Libertadores (92 e 93), bi do Mundial (92 e 93), campeão brasileiro (91), bicampeão paulista (91 e 92), entre outros. Não marcou gols na Libertadores de 92, mas foi peça chave no sucesso. Seu último clube foi o Milan, que deixou em junho de 2008. Cafu ameaça voltar a jogar no Brasil, mas, por enquanto, está aposentado.

3. Antonio Carlos (zagueiro) – Ficou pouco tempo no Tricolor, mas o bastante para fazer parte do time campeão da Libertadores em 92. Marcou dois gols e, depois da conquista, foi negociado com o Albacete, da Espanha, e perdeu a chance de ser campeão mundial, no final do ano. Voltou ao Brasil e jogou por Palmeiras e Corinthians. Depois, foi para a Roma, da Itália. Jogou ainda por Santos e Juventude no Brasil. Atualmente, Antonio Carlos é técnico do São Caetano. Ele abandonou a carreira de dirigente após deixar o Corinthians, no começo deste ano.

4. Ronaldão (zagueiro) – Vigor físico puro. O zagueiro alto e forte era um dos líderes do elenco são-paulino. Tido por muitos como grosso, virou peça chave na defesa do time durante a Libertadores, principalmente nos jogos contra uruguaios e argentinos. Fez um gol na campanha de 92. Se aposentou no começo dos anos 2000 e assumiu um cargo na diretoria da Ponte Preta. Hoje, o ex-zagueiro é empresário de jogadores no interior de São Paulo.

5. Adilson (volante) – Zagueiro de origem, foi improvisado por Telê Santana no meio-campo, dando ainda mais pegada ao setor que já contava com Pintado. Foi um dos coadjuvantes de Raí, Cafu, Muller e Palhinha. Discreto, fez de tudo no meio-campo. Depois de boa passagem no Morumbi, jogou por Guarani, Internacional, Bragantino, Juventude, Fluminense e Paraná Clube. Atualmente, Adilson mora no Vale do Paraíba e luta para tornar-se treinador de futebol.

6. Ivan (lateral-esquerdo) – É mais um dos jogadores que virou empresário. Encerrou sua carreira no União São João, mas viveu uma boa fase sob comando de Telê no São Paulo. Foi revelado no próprio Tricolor e promovido ao time titular com Cilinho. Com Telê, virou homem de confiança e um dos líderes da defesa. Jogou como lateral na Libertadores, e não comprometeu. Depois do time paulista, jogou mais dez anos no futebol espanhol, por Valladolid, Atlético de Madrid, Mallorca, Alavés e Numancia.

7. Muller (atacante) – Um dos principais nomes do time no início dos anos 90, Muller atualmente trabalha como diretor de futebol do Santo André. Antes, o atacante tentou a carreira de comentarista (Sportv) e de pastor. Fez dois gols na Libertadores de 92 e passou a ter mais importância na final do Mundial de Clubes. Era constantemente substituído por Macedo, inclusive na final.

8. Pintado (volante) – Mais um carregador de piano do time do Morumbi. O volante não ia ao ataque de jeito nenhum, mas também não deixava espaços na defesa. Pintado deixou o São Paulo depois de conquistar quase tudo que pôde, e decidiu virar treinador quando pendurou as chuteiras. Após passagens por Náutico, Figueirense e São Caetano, o ex-volante agora é o técnico da Ponte Preta.

9. Palhinha (atacante) – Artilheiro do São Paulo na Libertadores, com sete gols marcados, fez o papel de falso centroavante no time de Telê Santana. Sua parceria com Muller foi uma das melhores que o Morumbi já presenciou. Atacante rápido e com boa finalização, Palhinha ficou no Morumbi até 95, quando foi trocado com o Cruzeiro. Passou por Flamengo, Botafogo-SP e América-MG, antes de se aposentar. Hoje, é técnico de futebol e visita o Centro de Treinamento do Tricolor com freqüência.

10. Raí (meia) – Capitão, camisa 10, meia, atacante, goleador, maestro… craque! Raí foi o grande nome da conquista da Libertadores. Foi dele, inclusive, o gol de pênalti que garantiu a vitória são-paulina sobre o Newell’s Old Boys no Morumbi, por 1 a 0. Conquistou tudo pelo São Paulo. Deixou o time para jogar pelo Paris Saint-Germain, e voltou ao Brasil em 98, a tempo de conquistar mais dois Estaduais pelo São Paulo. Pendurou as chuteiras e virou dirigente do PSG. Também atua informalmente como “embaixador do São Paulo ao redor do mundo”.

11. Elivélton (meia) – Prestes a completar 38 anos, Elivélton ainda não pendurou as chuteiras. Ele disputou o último Paulista da Série A3 pela Francana, onde quase acabou conquistando o acesso. Com passagens por grandes clubes, como São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro e Internacional, o jogador atua na equipe de Franca desde 2007. Na Libertadores, marcou dois gols.

Telê Santana (técnico) – Chegou ao São Paulo no final de 90, somente para ficar três meses. Ficou seis anos. No clube, acabou com a fama de pé-frio que o perseguia desde a perda das Copas de 82 e 86, pela Seleção Brasileira. Venceu o Brasileirão de 91 e depois deslanchou. Foi bicampeão da Libertadores e do Mundial Interclubes, além de vencer duas vezes o Paulistão e outros torneios, como Supercopa da Libertadores, Ramón de Carranza, Teresa Herrera, entre outros. Deixou o São Paulo no começo de 96, por uma isquemia cerebral. Nunca mais voltou a trabalhar profissionalmente. Faleceu em abril de 2006.