Onde Anda: Djalminha, maestro do Guarani na década de 90

Djalminha 0004 230Campinas, SP, 13 (AFI) – Com a volta do dérbi campineiro neste final de semana, o Futebol Interior preparou um Onde Anda duplo. Além de falar onde está o atacante Dario Gigena, herói pontepretano do clássico de 2003, o FI desvenda o paradeiro do meia Djalminha.

E essa pergunta é fácil de ser respondida. Após encerrar precocemente sua carreira de jogador de futebol, aos 33 anos, Djalminha não parou de jogar bola e é uma das estrelas da Seleção Brasileira de Showbol, que disputa amistosos por todo o mundo para difundir o esporte.

História em dérbi!
Com a camisa do Guarani (clube que defendeu entre 94 e 95), Djalminha disputou duas partidas contra a Ponte Preta. E o curioso fica pelos resultados: 2 a 2 em ambas as partidas.

Na primeira, válida pelo Campeonato Paulista, o meia deixou a sua marca, assim como Amoroso. Gaúcho e Arnaldo Lopes empataram para a Macaca. Na segunda, também válida pelo Paulistão, Djalminha deixou novamente sua marca. Fernando (Guarani), Gaúcho e Arnaldo Lopes (Ponte Preta) completaram o marcador.

Histórico!
Djalminha 0005 250Revelado no Flamengo, no começo da década de 90 (após uma passagem pelo Vasco, ainda nas categorias de base), o jogador encontrou certa resistência da torcida do Mengão, que não deu o determinado valor à geração que tinha, além de Djalminha, nomes como Júnior Baiano, Marquinhos, Zinho, Paulo Nunes e Marcelinho Carioca.

Apesar do mau relacionamento com a torcida, Djalminha conquistou vários títulos, entre eles a Copa do Brasil (90), o tricampeonato carioca (87, 88 e 91) e o Campeonato Brasileiro, em 92.

O Flamengo decidiu vender o meia para o Shimizu Pulse, do Japão, mas a sua passagem não foi duradoura. Meses depois, o atleta desembarcou no Brinco de Ouro, para formar o ataque com Luizão e Amoroso.

Após o destaque no Guarani, Djalminha foi contratado pela Parmalat para defender o Palmeiras, no meio de 95. No Parque Antártica, vestiu a camisa 10 e participou do famoso ataque dos 100 gols, ao lado de Rivaldo, Muller e Luizão, seob o comando de Luxemburgo. Foi campeão paulista em 96.

Com o destaque no Verdão, o camisa 10 transferiu-se para o La Coruña-ESP, para cobrir a lacuna deixada por Rivaldo, recém-negociado com o Barcelona. No time espanhol, levantou as taças do Campeonato Nacional (2000), Supercopa da Espanha (2000 e 2002) e Copa da Espanha (2002).

Após deixar o La Coruña, Djalminha viveu a fase descendente de sua carreira. Defendeu o Aústria Wien, em 2003, e encerrou sua carreira polêmica no América do México, em outubro de 2004.

Seleção!
Djalminha 0003 250Suas passagens pela Seleção nunca foram bem sucedidas. Convocado por Zagallo para a Copa América de 97, foi reserva e ajudou a equipe a levantar o caneco da competição continental. Mas, preterido pelo treinador, foi sacado do grupo que disputou a Copa de 98, na França.

Em 2002, o então técnico da Seleção, Luiz Felipe Scolari, decidiu dar uma chance ao talentoso, porém explosivo, meia. Djalma até começou bem, ao marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre a Arábia Saudita, num amistoso quatro meses antes da Copa.

Mais um ato de indisciplina, contudo, tirou sua chance de disputar o Mundial. Durante um treinamento no La Coruña, Djalminha deu uma cabeçada no técnico Javier Irureta. Ao ver a cena, Felipão decidiu apostar num menino que se destacava no São Paulo, cujo nome era Kaká…

Confira Onde Anda o atacante Darío Gigena, ex-Ponte Preta

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