Onde Anda: Arce e Gamarra, ídolos paraguaios do Brasil
Campinas, SP, 26 (AFI) – Paraguaios que fizeram história no futebol brasileiro, curiosamente sempre como rivais, Arce e Gamarra ficarão para sempre na memória dos torcedores brasileiros. Agora aposentados, os veteranos de 37 anos estão, ao lado do também ex-jogador Ayala, no comando do Rubio Ñu, do Paraguai.
Confira:
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Arce é o técnico da equipe, que conquistou pela primeira vez o acesso à primeira divisão do Campeonato Paraguaio. Gamarra ocupa o cargo de gerente de futebol, enquanto Ayala (que também passou pelo futebol brasileiro, sem sucesso, pelo São Paulo, em 2000) é o assistente-técnico.
Arce e suas cobranças de falta
Nascido em 2 de abril de 1971, Francisco Javier Arce ficou conhecido no futebol pelas cobranças de falta sempre precisas. O lateral começou sua carreira no Cerro Porteño-PAR, ao lado de Gamarra, e defendeu o clube de 1989 a 1994.
Após se destacar nas Libertadores que disputou, Arce chamou a atenção do Grêmio, que, a pedido do técnico Luiz Felipe Scolari, apostou na contratação do paraguaio, em 95. No Olímpico, foi campeão gaúcho (95/96), da Libertadores (95), da Copa do Brasil (97), da Recopa Sul-Americana (96) e do Campeonato Brasileiro (96). Saiu em 97, negociado com o Palmeiras.
Novamente sob o comando de Felipão, Arce também teve uma seqüência de conquistas no Verdão: venceu, novamente, a Libertadores (99) e a Copa do Brasil (98), além de papar a Mercosul (98), o Rio-São Paulo (2000) e a Copa dos Campeões (2000).
Ídolo das duas torcidas, Arce decidiu deixar o Brasil em 2002, após o rebaixamento do Palmeiras. O lateral se transferiu para o Gamba Osaka, do Japão, onde jogou por apenas um ano. Em 2004, assinou com o Libertad-PAR. Encerrou sua carreira em 2006, pelo 12 de Octubre.
Pela Seleção Paraguaia, Arce disputou os Jogos Olímpicos de 92 e as Copas de 98 e 2002. Desde que surgiu, foi o dono da camisa 2 da Seleção e é um dos principais ídolos da torcida, ao lado de Gamarra e Chilavert.
Gamarra e a habilidade de não fazer faltas
Carlos Alberto Gamarra Pavón nasceu em 17 de fevereiro de 1971 e sempre foi diferente dos demais. Enquanto a maioria dos zagueiros luta para parar os atacantes com faltas, Gamarra faz justamente o contrário: o paraguaio tinha a incrível habilidade de ficar horas e campeonatos sem cometer faltas.
Gamarra começou sua carreira em 91, no Cerro Porteño-PAR. Passou uma temporada no Independiente-ARG, antes de voltar ao futebol paraguaio. Depois, em 95, foi negociado com o Internacional e passou a ser unanimidade em sua posição.
Com destaque no Inter, teve sua primeira experiência na Europa, com a camisa do Benfica-POR. Ficou dois anos por lá, mas voltou em 1998, para defender o Corinthians. Ants, porém, fez uma bela Copa do Mundo, na França, quando não cometeu nenhuma falta nos quatro jogos que disputou.
De volta ao Brasil, com a camisa do Corinthians, foi campeão brasileiro como capitão e conquistou o Paulistão, em 99. Tanto destaque abriu as portas do futebol espanhol. Gamarra jogou um ano no Atlético de Madrid, mas voltou ao Brasil para defender o Flamengo. No Rio, virou ídolo e capitão do tricampeonato carioca, em 2001.
A partir daí, sua carreira caiu. O paraguaio passou por AEK Atenas-GRE e Inter de Milão-ITA, sem sucesso em ambos. Voltou ao Brasil para jogar pelo Palmeiras, mas já demonstrava estar em final de carreira. Após um ano em São Paulo, voltou para a Grécia em 2006, para jogar pelo Ethnikos Piraeus, e encerrou sua carreira em 2008, após jogar dois anos pelo Olímpia.





































































































































