Olhos esbugalhados
Olhos esbugalhados
Já há alguns dias, recebi telefonema do empresário Walter Torre Jr.
Foi ele quem me ligou, embora isso seja apenas um detalhe. Afinal, Walter tem meus números particulares, seja do escritório, celulares e de minhas residências em São Paulo e no interior. E eu os dele.
O interessante foi o teor da conversa. Primeiro, ele me contou de um mal jeito nas costas que o deixou de molho, de cama mesmo, por alguns dias.
Em seguida, me falou de um assunto de nosso interesse. Pediu que lhe reenviasse um e-mail, uma vez que por algum motivo o anterior havia se extraviado.
De passagem, me relatou rapidamente uma história, mix de insólita e tétrica. Por iniciativa de sua Assessoria de Imprensa, aceitou conversar pessoalmenre com um colunista esportivo de quem ele nunca ouvira falar, mas que, alopradamente, o vinha atacando. A ele a sua empresa W/Torre, que é uma das maiores e mais dinâmicas do mercado, diga-se. O motivo dos ataques era simplesmente o fato de que Walter era meu amigo, aliás, segundo o colunista eu era sócio dele em alguns negócios. Então, se é meu amigo, não deve ser bom.
“Pura perda de tempo,” foram palavras do empresário.
A conversa, coisa que o “impoluto” colunista não divulgou, foi, na verdade, um generoso almoço. Pago, pelo empresário, claro.
Aconteceu no Bistrô Le Vin, dos meus amigos Chico e Vera, na Praça VilaBoim, em Higienópolis (o bistrô original os dois montaram na Alameda Tietê, Jardins, perto de onde moro). O colunista reside próximo da filial do Bistrô e não quis gastar nem o dinheiro do taxi, porque veio a pé.
Impressões do empresário: o conviva lhe pareceu uma pessoa estranha. De vez em quando esbugalha os olhos, contorse-se e fala com raiva incontida.
Walter me perguntou: você fez alguma coisa a ele? Eu respondi, sim. Escrevi a verdade a seu respeito. E ela é tão triste e desairosa que ele não resistiu ser colocado diante do espelho. Sucumbiu e agora só faz besteira. E escreve asneiras sobre mim. Todos os dias. Convulsivamente. O que mostra como eu, que não lhe dou mais bola, o incomodo.
Encerramos aí o rápido papo sobre o pobre diabo.
Falamos de coisa mais agradáveis a seguir. Perguntei a Walter sobre seus investimentos e projetos em Dubai. Ele me relatou que trata-se, realmente, de outro mundo. Apaixonado por construção (é uma herança de família, pois o pai de Walter já era um talentoso construtor), o empresário está encantado com o que viu por lá.
O melhor é que o Príncipe local também se encantou com o portfólio da W/Torre, parte produzido por nós. Ele vai construir lá, inicialmente, cerca de mil casas para os funcionários do Principado. Outros projetos, como edifícios comerciais, virão.
Ou seja: quem sabe faz, quem não sabe bate palmas.
Ou pode tentar morder a própria orelha.





































































































































