Oficial! Lateral se despede e deixa Ponte para fechar com Santos

A Macaca vei receber R$ 7 milhões pelo ala, sendo que R$ 3 mi são de Sérgio Carnielli

0002048080621 img 1

Campinas, SP, 27 (AFI) – O lateral-direito Cicinho já não faz mais parte do elenco da Ponte Preta. Na manhã desta quinta-feira, o jogador se despediu dos companheiros e sequer participou do jogo-treino contra o Grêmio Osasco, no CT Oscar INN, em Águas de Lindoia. Logo depois, seguiu para a Baixada Santista, onde realizará exames médicos antes de assinar contrato por cinco temporadas.
A transferência do jogador de 24 anos foi concluída, na noite desta quarta, após a diretoria da Macaca aceitar a oferta feita pelos santistas. O anúncio oficial na Vila Belmiro deve acontecer assim que o ala for aprovado nos exames.

0002048080621 imgCicinho já se despediu dos companheiros

“Eles (Santos) chegaram aos valores que colocamos como o mínimo para efetuar a negociação. Agora, falta assinar o contrato para definir tudo”, revelou o presidente da Ponte, Márcio Della Volpe, em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas.

O time campineiro não fala em valores, mas receberá 70% do valor da multa rescisória que é de R$ 10 milhões. Destes R$ 7 milhões, 40% ficarão com a Macaca e outros 30% com o presidente de honra Sérgio Carnielli, quehavia investido no jogador. O restante – 20% de um empresário carioca e 10% de Cicinho – será negociado direto com o Santos.

“Posso dizer que valor que cabe à Ponte do percentual dos direitos econômicos estão dentro do esperado. Lembrando que este percentual é dividido entre Ponte e Sérgio Carnielli. Eles (Santos) vão acertar o restante com os outros parceiros”, afirmou.

Mesmos moldes
A transferência de Cléber ao Corinthians seguiu nos mesmos moldes. A Ponte negociou sua parte dos direitos econômicos (60%) diretamente a um grupo de empresários, que repassará o jogador ao Timão. A Macaca deve ficar com R$ 4,8 milhões dos R$ 8 milhões da multa rescisória, que serão divididos meio a meio entre o clube e Carnielli (R$ 2,4 milhões para cada).

Os outros 40% dos direitos do defensor serão divididos em outras três partes. O Banco Fator ficará com R$ 1,6 milhão (20%), o próprio Cléber receberia R$ 800 mil (10%) e o empresário Betto Rappa outros R$ 800 mil (10%).

Apesar desta divisão entre os direitos econômicos, há a possibilidade da Ponte receber um valor maior. Alguns informações apontam que os R$ 8 milhões foram pagos apenas pelas partes do clube e do Banco Fator. Neste caso, o zagueiro e Rappa negociariam seus direitos à parte.

“Ainda hoje, após o jogo-treino, conversaremos com Carpegini sobre a qualificação do elenco. O treinador já falou comigo rapidamente por telefone informando já ter identificado onde gostaria que houvesse um fortalecimento e a prioridade é a qualificação, inclusive utilizando os valores que vierem destas vendas caso se concretizem”, pontuou Della Volpe.