OESTE: Ainda de "ressaca", Rubrão promete "guerra" na Série B
Com apenas uma semana entre as finais da Série A2 e a estreia na Série B, time de Itápolis remontará o elenco com a competição em andamento
Com apenas uma semana entre as finais da Série A2 e a estreia na Série B, Oeste remontará o elenco com a competição em andamento
Itápolis, SP, 06 (AFI) – O calendário brasileiro é cruel. E o Oeste sentirá isso na pele neste início de Campeonato Brasileiro da Série B. Apenas cinco dias após comemorar o heroico acesso no Paulista da Série A2, o Rubrão tenta curar a “ressaca” pela volta à elite para minimizar seus problemas na competição nacional. Não bastasse o fato de ser um dos clubes com o menor orçamento da competição, o time de Itápolis ainda inicia o certame com o planejamento atrasado.
Um início ruim ou bom na Série B pode determinar o futuro de um time. E os dirigentes do time paulista sabem disso e estão preocupados. Por isso, a semana promete ser tensa e intensa no clube na busca de reforços para a competição. “Estávamos totalmente focados na Série A2. Então, ficou tudo muito em cima. Estamos correndo atrás para entregar um plantel mais forte para o Roberto Cavalo (técnico do clube)”, destacou o direto de futebol Mauro Guerra.
Os primeiros nomes a chegarem até a pequena Itápolis, de apenas 42 mil habitantes, foram o zagueiro Douglas Marques (ex-Capivariano), e os atacantes Marcelinho (ex-Corinthians, Ponte Preta e Ituano) e Leleco (ex-Velo Clube). Depois, chegaram o lateral Paulo Henrique e o volante Renato Xavier (Ferroviária), o volante Teco (Velo Clube), os meias Patrik (Rio Claro) e Branquinho (Bahia), e o atacante Mazinho (ex-Palmeiras).
Resta saber se os nomes serão suficientes. Afinal, o nível técnico da Série A2, onde cada clube recebeu uma cota de R$ 145 mil, é bem menor que a da Série B, onde os clubes recebem R$ 3 milhões. Isso sem contar Botafogo, Bahia e Vitória, que recebem uma polpuda cota de Série A. Com mais dinheiro em caixa, a tendência é de que o Oeste reforce o elenco aos poucos. Contudo, quem terá de segurar a bronca neste início de Série B é a base que terminou a Série A2.. Por enquanto, as únicas baixas foram o goleiro Ricardo, o volante Wagner Carioca e os atacantes Pablo, que rescindiram os contratos.
Curiosamente nas duas edições que participou da Série B, desde que subira em 2012, terminou no 15º lugar. Ficar em uma posição melhor que esta já será um lucro. “Sabemos que é um campeonato duro. E estamos preocupados pela qualidade dos times. Mas vamos correr atrás e lutar”, destacou Guerra, com seu sugestivo sobrenome.
O CRAQUE: MAZINHO
O meia-atacante de 27 anos é um dos ídolos do Oeste, assim como Roger Gaúcho, que deve perder espaço. Após se destacar no Rubrão entre 2010 e 2012, acabou contratado pelo Palmeiras. No Verdão, nunca vingou e teve apenas lampejos. Sem espaço, foi emprestado ao Vissel Kobe-JAP e Coritiba. Agora, retornar à Itápolis, onde se sente em casa. Tem tudo para brilhar.
CARA NOVA: BRANQUINHO
O experiente jogador de 32 anos chega, após uma passagem não muito boa pelo Bahia, em 2014. Apesar disso, Branquinho chega para ser um dos principais (se não o principal) nomes do Oeste. Bagagem para isso ele tem, já que passou por times como Ceará, Atlético-PR, além do futebol japonês. Também conhece bem o interior paulista, já que passou por Rio Preto, Botafogo-SP, Grêmio Barueri e Santo André
PALPITÃO FI: FIGURANTE
Com investimentos inferiores a de clubes como Botafogo, Ceará ou Bahia, o Oeste sabe que terá de ser guerreiro para suportar os quase sete meses de Série B. Entretanto, este pequeno clube, da bucólica Itápolis, encravada no centro do Estado de São Paulo está calejado. Afinal, desde que subira em 2012 tem lutado para permanecer na divisão. Como chegaram muitos reforços na semana, o Rubrão tem boas chances de ficar no meio da tabela.
FICHA TÉCNICA
Nome: Oeste Futebol Clube
Estádio: Dos Amaros (capacidade total: 13.444 pessoas)
Colocação em 2014: 15º colocado
Time-base: Paes; Paulo Henrique, Daniel Gigante, Ligger e Zeka; Dionísio, Renato Xavier (Leandro Melo), Branquinho e Mazinho; Marcelinho e Júnior Negrão (Roger Gaúcho).
Técnico: Roberto Cavalo.





































































































































