O streaming e o futuro das transmissões de futebol em vídeo
Uma porcentagem muito grande do mercado tem acesso a internet, a um laptop ou PC e até um smartphone
Uma porcentagem muito grande do mercado tem acesso a internet, a um laptop ou PC e até um smartphone
Campinas, SP, 27 (AFI) – O modelo de negócio das transmissões de futebol em direto na televisão está sofrendo o primeiro choque sério de sua história, desde que se impôs como a principal forma de transmissão midiática de partidas de futebol, substituindo a rádio. O streaming é a bola da vez.
Uma porcentagem muito grande do mercado tem acesso a internet, a um laptop ou PC e até um smartphone ou um tablet para assistir a transmissões de futebol, automobilismo ou qualquer outra.
Na verdade, as transmissões em vídeo e streaming pela internet estão se tornando comuns em outros setores além do futebol. Qualquer pessoa pode transmitir uma festinha de aniversário particular através do Skype, em forma de chamada telefônica, ou através do Facebook, em streaming, para familiares e amigos que estejam distantes.
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Internet crescendo
A tendência é geral, com os novos canais nascidos nas redes sociais abandonando a TV e com os canais de TV avançando para o streaming. O Esporte Interativo, com seus 20 milhões de usuários, já cancelou os serviços de TV e está transmitindo somente pela internet.
A ESPN Brasil e a SporTV estão também transmitindo para a internet. E durante a Copa da Rússia, em 2018, o crescimento de visualizações através de “streaming” cresceu, em alguns casos, em 150%, em números totais. No Brasil, o crescimento foi ainda mais forte; SporTV e Fox Sports registaram um crescimento de 300% durante a Copa, por força do streaming.
TV: Modelo de negócio em crise
A TV a cabo funciona com um modelo de negócio que se baseava em um fato: o operador de TV poderia controlar o que o usuário poderia ver. Para os produtores do conteúdo, não era fácil chegar ao usuário final sem que o operador de TV a cabo servisse como intermediário.
Se o acordo não respeitasse as condições do operador, seria simplesmente impossível.
Esta realidade se altera com a chegada da internet. Subitamente, o produtor do conteúdo (desde o clube de futebol mais importante ao organizador da copa de futebol society lá do bairro) pode fazer chegar seus conteúdos diretamente ao usuário final, sem precisar esse intermediário (a “mídia”, exatamente no significado de sua raiz do latim, se significa o meio).
Direitos dos clubes
Claro que outras considerações se levantam; no caso do clube de futebol, quem detém os direitos de imagem da competição em que participa; no caso do futebol society da vila, qual o número de interessados em assistir a uma competição dessas. Mas o princípio de base já estava alterado.
A primeira ameaça veio pelas transmissões ilegais pela internet, e as TV sentiram e tentaram revidar com o recurso à lei.
Mas rapidamente se chega à conclusão que, entre pagamentos bem caros de serviços de TV a cabo e a falta de qualidade da transmissão pirata, a opção intermédia é o streaming, em que o usuário paga menos para ver apenas aquilo que quer (e não um conjunto de canais extra, para os quais não tem tempo nem interesse).
“In medio stat virtus”, “a virtude está no meio”, como também diziam os antigos Romanos.





































































































































