O COF do Palmeiras não pode ser omisso no "Caso Valdívia"
Jogaram milhões de reais pela janela e os autores dessa sangria financeira continuam sem ser cobrados por nada e por ninguém
Se o futebol brasileiro fosse coisa séria, o Palmeiras já teria aberto uma sindicância para apurar a farra financeira da contratação de Valdívia, um coitadinho que virou “vítima”
São Paulo, SP, 4 (AFI) – Se o futebol brasileiro fosse coisa séria, o Palmeiras já teria aberto uma sindicância para apurar a farra financeira da contratação de Valdívia, um coitadinho que foi “vítima” do clube. Jogaram milhões de reais pela janela e os autores dessa sangria financeira continuam sem ser cobrados por nada e por ninguém. Valdívia ainda procura passar por vítima e, até agora, ninguém lhe enviou um lenço de seda para enxugar as lágrimas de esguicho que derramou
Numa entrevista recente, Valdívia criticou o presidente Paulo Nobre e seu gerente de futebol porque ofereceu só 120 mil reais por mês e mais um bônus por partida disputada, até que ele arrume uma transferência para o Exterior.
Valdívia reclamou também por quê o presidente Nobre não o atende. Ora, coitado!
Que falta de consideração!
Ninguém sabe quanto, realmente, Valdívia ganhava ou ganha até hoje no clube. Ele garante que são cerca de 360 mil reais. Ora, se o Palmeiras lhe ofereceu agora 120 mil mensais e mais 60 mil por partida disputada, ele teria uma receita igual, se disputar quatro partidas por mês, de 360 mil. Não é salário para se jogar fora. O problema é que Valdívia teria que jogar quatro partidas/mês para chegar àquele valor.
E não venham os bajuladores dizer que são muitos jogos. Em 11 meses seriam 48 partidas. No máximo, 50 se computarmos todos os jogos. Ora, bola não mata ninguém.
Voltemos à necessidade de instauração de uma sindicância pelo COF – Conselho de Orientação e Fiscalização – sobre a loucura da compra do jogador. Admitamos que Valdívia fique no clube até setembro do ano que vem. Serão 12 meses de prestações ao banco a 700 mil reais, um total de mais de 8 milhões; e mais um milhão que o pai do jogador ainda tem a receber do Palmeiras.
O COF deveria convocar Afonso Delamonica, presidente que o contratou; e Luiz Gonzaga Beluzzo que repatriou o jogador, operação perto de 10 milhões de dólares. Ele negociou o financiamento com o Banco Banif e quando assumiu o presidente Tirone, o clube deixou de pagar.
Resultado: com a inadimplência houve a necessidade de uma outra negociação com aumento do prazo de pagamento. Só que mais juros foram acrescidos. Juro é como sangue para morcego. Quanto mais sangue, ou melhor, mais juros, melhor para o credor.
O problema do futebol não é receita. O problema é a maluquice de contratações de falsas soluções, tão a gosto do torcedor e de uma mídia que adora dar braçadas no mar da superficialidade. Todo craque é bem-vindo. O que é inaceitável é jogador que joga uma partida boa e depois calça o chinelinho da acomodação e da enganação.
O futebol precisa parar de jogar dinheiro fora. Paulo Nobre contratou uma caçamba de falsos craques argentinos. Se o Palmeiras se recusa a bancar essa loucura de Nobre nada mais justo que o COF faça uma sindicância, apure tudo sobre o Valdívia, se for o caso, puna aqueles que malbarataram o dinheiro do Palmeiras. Cofista: cumpra sua obrigação! Fiscalização já!





































































































































