O choro escravo do Pottker
Sucesso na carreira do Pottker, é o meu desejo. Que daqui para a frente, tudo seja favorável para ele.
Sucesso na carreira do Pottker, é o meu desejo. Que daqui para a frente, tudo seja favorável para ele.
O ser humano, principalmente o brasileiro, deveria ter a liberdade de escolher a sua profissão, o seu local de trabalho e a sua empresa. Deveria, mas nem sempre tem. O pai médico pede ao filho que faça medicina, assim como o pai engenheiro, dentista, etc. Algumas vezes o desejo do pai coincide com a escolha do filho. Outras vezes é ele, o filho, que, conforme o seu objetivo escolhe a sua profissão.
Com o jogador de futebol não é diferente. Logo cedo o pai coloca o filho em uma escolinha de futebol e raramente ele se torna um profissional da bola. William de Oliveira Pottker, ou somente Pottker, como ele prefere ser chamado, nasceu em Florianópolis e com apenas 23 anos já passou pelo Figueirense, Red Bulls, Linense e jogou no exterior: Armênia, Japão e Portugal.
Chegou na Ponte em 2016 e apesar de não ser titular, foi artilheiro do Brasileirão com 14 gols, ao lado do Fred do Atlético Mineiro e do Diego Souza do Sport. Aí os olhos dos grandes clubes cresceram em cima dele e foi feito um acerto para a sua ida para o Corinthians, depois do Paulistão que acaba em maio.
Só que a Ponte o escalou para o primeiro jogo da Copa do Brasil, que vai até o final do ano, automaticamente proibindo-o de jogar no seu novo clube nessa competição, conforme reza o regulamento.
Então a maionese desandou e o Timão desistiu do acordo, apesar dos corintianos Yago e Lucca já estarem na Ponte por empréstimo. Os detalhes do acordo entre os dois clubes eu não sei, mas o ser humano Pottker não poderia ser penalizado, Não poderia, porém foi. No Corinthians ele teria uma maior visibilidade e mais dinheiro no bolso.
Na sua entrevista, chorando, ele declarou que depende do emprego e a sua família depende muito dele. Foi uma entrevista de um jogador de brio, caráter, personalidade, dignidade, transparência e outros adjetivos positivos, diferentemente da maioria dos jogadores.

Eu sou do tempo que existia a lei do passe, que pertencia exclusivamente ao clube. Era uma escravidão que a lei Pelé extinguiu no começo desse século. Não vou entrar no mérito se a Ponte está certa ou errada ao inscrever o Pottker na Copa do Brasil, entretanto a vontade dele deveria prevalecer.
Ele queria ir para o Corinthians e ponto final. Fim de papo.
O jogador para entrar bem em campo, precisa das partes física, técnica e psicológica. Com a sua hombridade foi para o jogo contra o São Paulo, perdeu por 5 a 2 e não fez nada. Era para fazer com a sua parte psicológica abalada?
Recentemente Roger deu adeus à Macaca e foi para o Botafogo-Rj. Luís Fabiano deixou a Ponte falando sozinha e assinou com o Vasco. São exemplos que o choro escravo não deve mais existir. Sucesso na carreira do Pottker, é o meu desejo. Que daqui para a frente, tudo seja favorável para ele.





































































































































