O chileno venezuelano
O chileno venezuelano
O melhor jogador do futebol brasileiro é um chileno?
Se depender da retrospectiva, os estrangeiros sulamericanos estão com tudo neste país, como diria o Lula:
O melhor jogador do Campeonato Brasileiro, segundo jornalistas, atletas e treinadores, de 2005 foi um argentino. O melhor jogador de linha do Campeonato Brasileiro de 2007 foi um chileno, segundo a revista Placar e A Gazeta Esportiva.
Afinal, o polêmico Jorge Valdívia que, na verdade nasceu na Venezuela, é ou não é um craque?
Depende.
Se considerarnmos o atual nível técnico do futebol brasileiro, com certeza, é.
Se o critério for a conquista de títulos, ele ainda está devendo.
Com 24 anos, idade de Valdívia, Pelé já tinha sido bicampeão do mundo. Mas, Gerson, o canhotinha de ouro, só foi campeão mundial perto dos 30 anos. Tudo é discutível.
Valdívia tem em seu currículo apenas um título chileno, pelo Colo-Colo, em 2006.
Tudo é discutível, menos que Valdivia atualmente, de fato, é uma atração especial. Para falar a verdade, a maior atração de um jogo do Verdão contra qualquer que seja o adversário.
Veja o caso da partida do próximo domingo, contra o São Paulo. Valdívia vai ser o jogador mais falado, antes, durante e, provavelmente, depois do jogo.
Mas, quais os atrativos de Valdívia como atleta?
1. O drible do vento. Só um verdadeiuro craque inventa ou divulga maciçamente um tipo de drible pessoal. As pedaladas de Robinho. O elástico de Rivelino. A bicileta de Leônidas. A eterna ginga para a direita de Garrincha que sempre dava certo. A folha sêca de Didi.
Você vai perguntar: e o drible da foca de Kerlon? Bem, com seus múltiplos problemas com lesões do ligamento no joelho, Kerlon ainda precisa de maior observação.
Já Valdívia pode ter em 2008 o ano de sua sagração como ídolo maior da torcida alviverde. Afinal, a camisa número 10 já é a mais vendida no Parque Antárctica.
2. Visão de jogo. Realmente, ele é eficaz na assistência. Eficaz, não. Brilhante. Denilson que o diga, quando recebeu um presente de Valdivia para fazer o seu primeiro gol e o quarto do Palmeiras contra o Bragantino.
3. Garra. Apesar de ser acusado de cai-cai, Valdivida não desiste nunca de uma jogada. E isso leva a galera à loucura.
4. Artilheiro. Mesmo não sendo um atacante fixo (na verdade, ele é um meia}, não tem parado de fazer gols.
5. O Mago. Raros jogadores recebem um apelido tão badalativo.
Valdivia faz seguir uma tradição esmeraldina de valorizar jogadores estrangeiros. Gallardo, um ponta esquerda peruano, forte e rápido, agradou muito no Palmeiras. Assim como o paraguaio Arce (o rei dos cruzamentos) e Artime, um refinado centro-avante argentino que colocava Cesar Maluco na reserva e marcava um gol atrás do outro.
Isso sem falar em Dom Ernesto Nunes de Filpo Nunes, técnico argentino, o primeiro comandante da Academia.
Apesar de algumas decepções estrangeiras, como o argentino Sérgio Gioino (centro-avante), o colombiano Florentin (centro-avante) e o paraguaio Rivarola (zagueiro), os “importados” agradam os palmeirenses.
Quer dizer: deveria ser um “oriundi”, mas na verdade, quem se dá bem na Rua Turiassu (na placa da Prefeitura está escrito Turiaçu) são os vizinhos sulamericanos.
Colaborou: Oscar de La Maña





































































































































