O centroavante fuçador ainda faz a diferença

O ex-treinador e meu amigo Mário Juliato, sempre gostava de ter em seu time um centroavante fuçador. Ele ainda existe no Brasil e no Mundo.

Careca, Romário e Ronaldo Fenômeno foram os ápices dos centroavantes. Além de fuçadores, vinham buscar a bola e também colocavam os seus companheiros na cara do gol

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O ex-treinador e meu amigo Mário Juliato, sempre gostava de ter em seu time um centroavante fuçador. Fuça vem de focinho, aquele que fuça o tempo todo na área adversária. Assim como fazia Paulo Leão no Guarani, Toninho Guerreiro no Santos e no São Paulo, César Maluco no Palmeiras, Vavá nas Seleções de 1958 e 1962, Nunes no Flamengo, Flávio Minuano no Corinthians e no Grêmio, Parraga na Ponte Preta, Kita no Inter de Limeira, Washington no

O baixinho Romário era um tremendo de um fuçador, nos clubes e na Seleção Brasileira

O baixinho Romário era um tremendo de um fuçador, nos clubes e na Seleção Brasileira

Fluminense, Quarentinha no Botafogo, Roberto Dinamite no Vasco, Beijoca no Bahia, Baltazar “o artilheiro de Deus” no Goiás, Reinaldo no Atlético Mineiro, Marcelo Oliveira no Cruzeiro, Dadá Maravilha no Inter de Porto Alegre e tantos outros.

Careca, Romário e Ronaldo Fenômeno foram os ápices dos centroavantes. Além de fuçadores, vinham buscar a bola e também colocavam os seus companheiros na cara do gol. Todos os citados foram jogadores artilheiros que davam alegria às suas torcidas e garantiam os bichos nas vitórias. Hoje, muitos times jogam sem o jogador de referência ou o pivô, que são as novas nomenclaturas para o centroavante fuçador.

Um dos melhores times do mundo, o Barcelona, é um exemplo. Vários treinadores preferem a velocidade pelos lados do campo para romper a defesa adversária. É o futebol se modernizando cada vez mais. São poucos os jogadores de referência que estão em atividade.

NO BRASILEIRÃO
Fred no Fluminense, Guerrero no Flamengo, Lucas Pratto no Atlético Mineiro, Leandro Damião no Cruzeiro, Henrique Almeida no Coritiba, Alecsandro no Palmeiras, Luís Fabiano no São Paulo, Walter no Atlético Paranaense, Marcão no Figueirense, Vagner Love no Corinthians, Borges na Ponte Preta, André e Hernane Blocador no Sport, Bruno Rangel no Chapecoense e Ricardo Oliveira no Santos.

Camisa nove do Bayer está fazendo gol a torta e direito

Camisa nove do Bayer está fazendo gol a torta e direito

Aliás, com 35 anos Ricardo Oliveira é o artilheiro do Brasileirão e está na Seleção Brasileira para disputar as Eliminatórias da Copa do Mundo. Lá fora, Diego Costa brasileiro naturalizado espanhol no Chelsea, Ibrahimovic sueco no PSG, Benzemá francês no Real Madrid e Lewandoswski croata no Bayern de Munique, são os melhores jogadores do mundo que atuam como pivô.

OUTROS NOMES
O centroavante fuçador é um jogador que parece estar em extinção no futebol brasileiro. Estão em pequeno número e os que fazem gols são poucos. Citei só os jogadores brasileiros que estão disputando o Brasileirão, mas nas segunda, terceira e quarta divisões também existem. Nunes no Botafogo de Ribeirão Preto (Série D), Zé Carlos no CRB (Série B) e Anderson Cavalo no Guarani (Série C) são alguns deles. Se o Mário Juliato fosse treinador hoje, quebraria a cabeça para contratar ao menos um que resolvesse.

“QUANDO VOCÊ MARCA GOLS É ÓTIMO. QUANDO NÃO, É GORDO”
Ronaldo Nazário de Lima (o Fenômeno) no livro: Pensar com os pés.