O Alerta de Dicá na Ponte Preta
O Alerta de Dicá na Ponte Preta
Dicá deixou o cargo de diretor da Ponte Preta. Eu o conheço desde quando ele tinha 13 anos e jogava no infantil do Santa Odila, bairro
de Campinas, que emprestava o seu nome ao time. O campo era um rapadão, na época nome dado àqueles que não tinham grama, bem em frente ao seminário de padres, onde hoje existe uma universidade.
Chegou na Ponte Preta em 1966 pelas mãos do Cilinho. Jogou vários anos na Macaca e depois foi para o Santos, onde jogou com Pelé e acabou indo para a Portuguesa do técnico Otto Glória. Voltou à Ponte onde encerrou a sua carreira como o maior goleador e maior ídolo da toricida alvinegra campineira.
Despedida do ídolo
Na época eu era diretor de marketing da Ponte e por minhas ideias e coordenação, foi feita a sua despedida de atleta. Aliás, a única acontecida em Campinas até hoje. Foi uma bela festa com jogos preliminares de futebol feminino entre Ponte e Saad e das seleções masters de Brasil e Portugal. No jogo principal o Glasshopper da Suiça enfrentou a Ponte que teve Rivellino com a camisa 8 e Dicá com a 10. Um evento transmitido ao vivo pela TV Band.
Imediatamente à sua despedida ele virou coordenador de futebol na própria Ponte. Saiu e retornou por mais duas vezes na comissão técnica. Essa introdução é para você ter uma ideia de que eu conheço o Mestre Dicá há quase 50 anos. Sei da sua seriedade e caráter como ser humano. Sei também da sua idoneidade e conhecimento como profissional de futebol.
Na sua saída da Ponte ele disse que tem várias pessoas dentro do clube que não são pontepretanas, que cairam de paraquedas e que só atrapalham. Não quis citar nomes, ato que o presidente Sérgio Carnielli fez. Falou o que o Dicá queria a dispensa devárias pessoas, dentre elas João Costa, o chefe de segurança, o médico e o fisioterapeuta.
Para o bem da Ponte
Ora, se o Dicá não queria trabalhar com essas pessoas era para o bem da Ponte. Ele tem o pensamento do dirigente que deseja um time de futebol que chegue sempre para disputar títulos, como era quando ele era atleta. Dicá quis reviver o tempo romântico do futebol da cidade de Campinas. Hoje, a Ponte é business, é um balcão de negócios, é uma sociedade que visa lucros, prática comum em quase todos os clubes brasileiros.
Em uma certa ocasião, assisistindo ao jogo de Campinas e Linense, pela segunda divisão do futebol paulista, no estádio do Guarani, Dicá me disse que várias pessoas queriam que ele assumisse o cargo de diretor de futebol da Ponte. Mas com o presidente da época, que é o mesmo de hoje, ele não aceitaria.
Executivo de futebol e o futuro
Pois é, depois de alguns anos acabou aceitando e saiu decepcionado. Deixou o cargo de diretor de futebol com um alerta muito importante. No futuro ele poderá voltar, mas com um outro presidente. O que a Ponte precisa é de um executivo de futebol, que entenda de todos os departamentos de um clube e que seja de confiança do presidente.
Aí é que é o xis da questão. Agora chegou Pintado como treinador. O que ele vem fazer na Ponte? O que ganhou? Quanto tempo ficou nos clubes que comandou? É outro que terá vida curta. Daqui a algumas rodadas da Série B será substituído, como foram Paulo Comelli, Sérgio Guedes, Nelsinho Batista, Bonamigo, Sérgio Soares e por último Marco Aurélio. O torcedor da Ponte Preta terá que se acostumar com essa rotina.





































































































































