Notas da Seleção: Feiúra e eficiência de sempre!

Ao contrário da goleada sobre o Uruguai (4 x 0), a defesa brasileira não teve muito trabalho com o ataque do Paraguai, sendo que Júlio César não fez nenhuma grande defesa. Até por conta disso, o Brasil teve poucos destaques individuais.

Campinas, SP, 10 (AFI) – A Seleção Brasileira mostrou que, quando a fase é boa, a vitória vem até quando o time não joga bem. Longe de brilhar e mostrando muitas dificuldades para criar, os comandados de Dunga conseguiram vencer o Paraguai, por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, em Recife.

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Brasil 2 x 1 Paraguai – Eficente, mas sem nenhuma beleza

Confira as notas do jogo Brasil 2 x 1 Paraguai: Júlio César: Nota 5 – Pegou na bola umas três ou quatro vezes e quase não teve trabalho. Não teve culpa nenhuma culpa no gol paraguaio. A bola estava em suas mãos, mas Elano desviou a cobrança de falta de Cabañas.

Daniel Alves: Nota 6 –Lúcio: Nota 6 – Mais uma vez um leão em campo. Ganhou todas pelo alto, por baixo… Não deu espaços para os atacantes adversários e ainda arriscou algumas daquelas suas arrancadas malucas. Em um lance atípico, deu até uma “caneta” no volante Vitor Cáceres na ponta esquerda. Que beleza!

Provou que esta a altura do considerado titular Maicon. Com um excelente poder ofensivo, mostrou para Dunga que pode até mesmo ser usado na meia, em uma eventualidade. Deu alguns sustos, quando tomou bola nas costas, mas nada que comprometesse.

Juan: Nota 5 –Kléber: Nota 4 – Assim como Gilberto Silva, mostrou que o Dunga tem de procurar urgentemente um novo dono para a lateral esquerda. Sem confiança, praticamente não passou do meio-campo. Quando passou, foi apenas para sair na foto do primeiro gol. Ao contrário do duelo contra o Uruguai, não passou aperto na marcação, já que os paraguaios pouco atacaram.

Discreto, praticamente não apareceu no jogo. Foi eficiente quando exigido na marcação, mas não brilhou tanto quanto o companheiro de zaga.

Gilberto Silva: Nota 3 –Felipe Melo: Nota 6 – Foi o mais lúcido no meio-campo brasileiro. Seguro na marcação, não comprometeu em nenhum momento. Além disso, mostrou a qualidade na saída de bola que o parceiro Gilberto Silva não tem. Para coroar sua atuação razoável, deu um belo passe para o gol de Nilmar.

Se um cone tivesse daria na mesma. O jogador teve muito pouco trabalho na marcação, até porque o Paraguai pouco se arriscou. Como sempre, quando a defesa brasileira é pega em um contra-ataque, mostrou ser lento de demais. Não acrescentou nada na saída de bola.

Elano: Nota 3 –Kaká: Nota 5 – Foi, talvez, a grande decepção da partida. A contratação do Real Madrid não inspirou muito o craque, que abusou nos erros de passes no primeiro tempo e não soube furar a retranca adversária. Teve uma melhora considerável na segunda etapa, quando o Paraguai se abriu e cedeu contragolpes. Não fosse a mesquinhez de Robinho, poderia ter marcado o seu.

Sempre discreto e regular, Elano teve uma de suas piores partidas com a camisa amarelinha. Errou passes em demasia e fez muito pouco a tradicional tabelinha com o lateral-direito Daniel Alves. Não bastasse isso, cobrou todos escanteios a meia altura. Foi infeliz ao desviar a bola no gol do Paraguai.

Robinho: Nota 4 –Nilmar: Nota 5 – No início do jogo, mostrou que queria jogo. Correu, se movimentou, procurou a bola… Mas com o passar do tempo, sumiu em campo. Muito porque os armadores (Elano, Robinho e Kaká), sentiram dificuldades para criar e o deixaram isolado. Mesmo assim, saiu com saldo positivo ao marcar o segundo gol.

Tudo bem que fez o primeiro gol e mudou a cara do jogo, mas Robinho continua cometendo os mesmos erros de sempre. Quer sempre “deixar sua assinatura” nas jogadas, com pedaladas e dribles, quando poderia simplificar. Além disso, foi muito fominha em alguns lances, chegando até mesmo a tirar o pacífico Kaká do sério.

Ramires: Nota 4 –Alexandre Pato: Sem nota – Entrou no lugar de Nilmar e, um chute torto já no final, não fez nada.

Entrou no lugar de Elano e não acrescentou em nada. Poderia agarrar esta oportunidade com unhas e dentes, mas se mostrou tímido. Não ajudou ao ataque e não fez grande coisa na defesa

Kléberson: Sem nota –Dunga: Nota 5 – Não teve muita responsabilidade na vitória. A Seleção voltou a apresentar muitas dificuldades contra uma defesa bem postada e fechada. Não houve nenhuma evolução ofensiva dos empates contra Bolívia e Colômbia para cá. Pelo menos, a defesa brasileira continua muito eficiente e salvando a pele de Dunga. Entrou no lugar de Robinho muito no fim e quase não encostou na bola.

Paraguai: Nota 4 – Estava bem até sofrer o primeiro gol em um vacilo defensivo. Mostrou que continua com uma defesa sólida, mas seu ataque já não é mais o mesmo do início das Eliminatórias. Chegou muito pouco a meta de Júlio César e, o pior, arriscou muitos poucos chutes. Não fosse a gordura acumulada no início do torneio, poderia ficar fora da Copa.