No barril de pólvora das organizadas, é sensata decisão de torcida única em dérbis
Dirigentes deveriam ‘dedurar’ os brigões; leis são brandas para delinquentes
No barril de pólvora das organizadas, é sensata decisão de torcida única em dérbis
Semana passada, produzi coluna com citação que me desgarrei daquele primarismo que ainda prevalece em Campinas sobre dérbi, taxado como coisa mais importante para Ponte Preta e Guarani.
Evidente que ganhar do rival é eletrizante, mas é vida que segue em caso de derrota.
Enquanto dirigentes de clubes não exercerem a cobrada postura de ‘dedurar’ brigões de suas torcidas organizadas, enquanto leis mais rigorosas não impuserem penalidades exemplares aos impunes, mesmo a contragosto a sensatez nos recomenda que sejamos favoráveis a posição do Ministério Público de torcida única nos dérbis campineiros.
Do contrário, a situação fugiria do controle, com reflexo natural do afastamento do público de bem.
Provavelmente nem isso servirá para apagar o incêndio provocado por baderneiros de ambos os lados, que fustigam confrontos até através da internet em locais que distam dos estádios.
HISTÓRIAS
Portanto, minhas pautas pré-dérbi devem nortear por histórias desse confronto, como a contada na coluna Cadê Você, que mergulha num empate por 2 a 2 em 1970, no Estádio Brinco de Ouro.
Aquele foi o dérbi da singularidade. O ponteiro-esquerdo pontepretano Adílson Preguinho marcou gol de mão, validado pela arbitragem.
Caso consiga encontrar o amigo de infância Antonio Lauro, o Oreco – filho de seu Lali -, a proposta seria mostragem de um bugrino que virou casaca e morre de amores pela Ponte Preta.
No finado periódico Diário do Povo produzíamos matérias ambientes sobre dérbi.
IRMÃOS RIVAIS
Em meados da década de 80, paradoxalmente irmãos rivais ocuparam cargos diretivos em Guarani e Ponte Preta.
Os saudosos Mendonça ocuparam primeira vice-presidências de Ponte Preta e Guarani, respectivamente Armando e Álvaro.
Enquanto o saudoso presidente Edson Ággio comandava a Ponte Preta, seu irmão Ekner ocupava uma das vice-presidências do Guarani. E assim se registrava com os diretores sem pasta Formiga e Tatão, na Ponte e Guarani.
Sobre bola rolando, além da natural imprevisibilidade dos clubes e em dérbis, é natural que se aguarde a capacidade de reação da Ponte Preta diante do Flamengo, após vexatória apresentação contra o Londrina.





































































































































