Nilson Ribeiro: Esse Messi... Esse Neymar...

Hat-Trick com dois pênaltis, um gol de rara oportunidade e uma assistência... Mas, será que só deu Messi?

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Não dá para não se render. O cara nem jogou tudo que pode. Sob uma tática precisa do adversário, o Real Madrid, o argentino Messi teve muitas dificuldades para encontrar o melhor espaço para jogar. Mas quem disse que esse cara precisa de espaço? Precisa de um segundo de descuido só. E Foi assim. Três gols, uma assistência e uma banana para a torcida madridista em pleno Santiago Bernabéu.

Foi um jogaço.

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Para quem estava zipando a tevê e vendo, ao mesmo tempo, Santos x Palmeiras (que também foi um bom jogo), as comparações eram inevitáveis. Real e Barça fazem a bola correr muito rápido. Toques precisos para sair das marcações avançadas. Ninguém tem tempo de pensar muito. “Toco e me voy”, dos dois lados.

O jogo brasileiro tem mais passes alongados.

Falta a técnica dos grandes craques de Real e Barça. Iniesta, Di Maria, Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e muitos outros selecionáveis, todos juntos dentro das quatro linhas. Só pode dar coisa muito boa.

É preciso, contudo, desfazer uma grande injustiça do clássico.

A verdade é que o Barça só fez o que fez porque o nosso brasileirinho Neymar cavou um pênalti quando o time perdia de 3 a 2: além do gol convertido por Messi, Neymar conseguiu também a expulsão de Sérgio Ramos, permitindo que, a partir de então, só o Barça jogasse em campo, com um jogador a mais. Um lance típico de Neymar… Em velocidade, na diagonal, recebendo uma bola enfiada (por Messi, claro). Se foi pênalti ou não, no meu ponto de vista, é muito subjetivo. Eu cravaria pênalti e expulsaria o zagueiro.

Certos jogadores são iluminados.

Messi é um deles. Me lembra, guardada as devidas proporções, Romário nos melhores dias. Messi se mexe mais em campo, é mais decisivo. Mas Romário, como dizia Armando Nogueira, levava “o que precisava de gramado debaixo da chuteira”. Em espaços curtíssimos resolvia a situação. E salvou os times que defendeu muitas vezes, como hoje o faz com maestria Messi.

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As luzes recaíram sobre o craque argentino. A virada, a vitória, os três gols, o passe…

A Neymar, restaram apenas aplausos acanhados dos 400 torcedores do Barça que estavam na casa do adversário, no momento de sua substituição por Pedro. Mas… anotem aí: Neymar ainda vai ser muito mais reverenciado na Espanha. Primeiro, precisa encontrar o melhor espaço em campo para jogar. Junto a isso, ganhar a confiança completa de seu time de estrelas para ficar mais à vontade, arriscar mais, comer a bola, como o faz na Seleção Brasileira, onde hoje ele é a estrela maior.

Não dá para não reverenciar Messi, o “cara”!

Mas guarde algumas fichas altas para apostar na consagração de Neymar na Espanha. Já, já!