Nelsinho Baptista - futebol, títulos, histórias, uma vida toda no Japão
No século XXI, técnico brasileiro tem oito anos e meio de Brasil e oito anos e meio de Japão
No século XXI, técnico brasileiro tem oito anos e meio de Brasil e oito anos e meio de Japão
São Paulo, SP, 01 (AFI) – Nelsinho Baptista (foto) conhece o futebol japonês como a palma da sua mão. Também pudera! São 14 anos trabalhando no futebol nipônico. Neste período, ele comandou Verdy Kawasaki, Nagoya Grampus Eight, Kashiwa Reysol e Vissel Kobe. Para se ter uma ideia da experiência do brasileiro no país asiático, no século XXI, Nelsinho Baptista ostenta oito anos e meio de Brasil e oito anos e meio de Japão. Essa conta, aliás, poderá pender para aquele país.
“Ainda estou no Japão apesar de ter deixado o Vissel Kobe. Minha filha caçula praticamente cresceu aqui e, no momento, ela está em período escolar. Sou muito feliz aqui. Fiz bons trabalhos, minha família está acostumada com o país. Somos muito bem tratados. A prioridade é descansar até o final do ano. Faz nove anos que não tenho férias tranquilas, por isso a prioridade é para descansar”, comentou ele ao site Grande Área.
A caminhada de Nelsinho Baptista no Japão começou na década de 90. Após passar pelo Corinthians, o treinador brasileiro aceitou o desafio de comandar o Al-Hilal, da Arábia Saudita. Lá ficou só uma temporada e depois rumou para o Verdy Kawazaki. Entre 1994 e 1996, Nelsinho Batista foi bicampeão da J-League – Campeonato Japonês -, em 1994 e 1995, e ainda faturou a Copa da Liga Japonesa em 1994.
“Foi um período muito bom. Era ainda tudo novo, mas mesmo assim tive o respaldo do clube. Pude trabalhar com tranquilidade e as conquistas apareceram. Ali comecei a ter destaque no futebol japonês. Felizmente pude crescer e buscar novos objetivos”, lembrou o treinador brasuca.

Ápice japonês!
O Japão, porém, foi deixado de lado por um período. Nelsinho Baptista optou por desafios em território verde e amarelo. Entre 1996 e 2003, ele comandou clubes como Internacional, Corinthians, Cruzeiro, São Paulo, Flamengo e até Colo-Colo, do Chile. Mas as boas lembranças o fizeram rumar novamente para o Japão.
Entre 2003 e 2006, Nelsinho Baptista comandou o Nagoya Grampus Eight. Após breve retorno ao Brasil com passagens por Santos, São Caetano, Ponte Preta, Corinthians e Sport – seu último clube nacional e com direito a inédito título da Copa do Brasil (2008) e bi pernambucano (2008 e 2009) -, Nelsinho foi para sua jornada mais feliz no Japão.

Nelsinho Baptista aceitou o desafio de comandar o Kashiwa Reysol, um dos maiores clubes do Japão. O sucesso foi tanto que ele ficou de 2009 a 2014 no comando do Reysol. E não decepcionou. O brasileiro foi o responsável por devolver o clube à elite japonesa e com direito a título na J-League 2 em 2010. No embalo, Nelsinho Baptista faturou a J-League em 2011 e os títulos, a partir dai, acumularam-se.
O paulista de Campinas, interior de São Paulo, foi campeão da Copa Imperador, em 2012, da Supercopa Japonesa, em 2012, da Copa da Liga Japonesa, em 2013, e da Copa Suruga, em 2014, quando venceu o Lanús. Sem falar que o time de Nelsinho Baptista ainda disputou o Mundial de Clubes. Em 2011, o Reysol ficou na honrosa 4ª colocação.
“Foi um dos períodos mais vitoriosos da minha carreira. Pegamos um time que tentava se levantar. Fizemos um bom trabalho. Naquela época eu já conhecia o futebol japonês. Com tempo para trabalhar e implantar meus métodos, conseguimos o título da J-League 2. O time pegou confiança e emendamos uma sequência de conquistas na elite japonesa. Sinto-me em casa no Kashiwa Reysol. Fui muito feliz lá”, contou o brasileiro.
Japão no coração!
Depois do Reysol, Nelsinho Baptista assumiu o Vissel Kobe, seu último clube. O treinador defendeu o Vissel entre 2015 e 2017. Vissel Kobe é um time médio do Japão, mas mesmo assim conseguiu sequências positivas como cinco vitórias seguidas e a liderança na J-League. A perda de alguns jogadores, porém, atrapalhou os planos dele. Nos últimos anos, aliás, Nelsinho foi o único brasileiro na Primeira Divisão do Japão. Apenas nesta temporada chegou o compatriota Wágner Lopes que assumiu o lanterna Niigata Albirex.

Com tanta experiência no futebol japonês, o treinador brasileiro não estranhou a classificação antecipada da Seleção do Japão para a Copa do Mundo 2018. Os japoneses carimbaram o passaporte com uma rodada de antecedência na Eliminatória da Ásia e juntaram-se a Rússia – país-sede -, Brasil – embalado por nove vitórias seguidas com Tite – e Irã – que foi o primeiro asiático a confirmar a classificação. Essa será a sexta participação seguida do Japão em Mundiais da FIFA.
“Eles são batalhadores, não desistem e fizeram por merecer essa vaga. Estou muito feliz com a classificação do Japão. Aprendi muito com eles. O povo japonês está em festa e eles precisam mesmo comemorar. A geração atual do Japão é muito boa. Eles têm melhorado a cada ano”, finalizou Nelsinho Baptista.





































































































































