Náutico 1 x 1 Ponte Preta - Macaca "pipoca" pela 3ª vez e perde título na Série B!

É o segundo ano consecutivo que a Ponte amarga o vice, já que em 2013 perdeu a Sul-Americana contra Lanús-ARG

A despedida da temporada da Ponte Preta veio com um decepcionante empate com o Náutico, por 1 a 1, na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata.

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Campinas, SP, 29 (AFI) – Pela terceira vez seguida o Joinville vacilou e pela terceira vez seguida a Ponte Preta desperdiçou uma chance de ouro. Apesar da derrota dos catarinenses para o Oeste, por 1 a 0, o time paulista não fez sua parte, neste sábado, e perdeu a chance de conquistar o título inédito do Campeonato Brasileiro da Série B. A despedida da temporada veio com um decepcionante empate com o Náutico, por 1 a 1, na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata.

É o segundo ano consecutivo que a Ponte amarga um vice-campeonato, já que em 2013 havia perdido a final da Sul-Americana contra o Lanús-ARG. Segundo o radialista Eduardo Pinheiro, da Rádio Bandeirantes de Campinas (AM 1170) esta é a 15ª vez que a Ponte Preta fica com o vice campeonato.

Apesar do objetivo principal, que era o acesso, ter sido conquistado, o clima de frustração era visível. “Fico feliz pelo acesso, mas fico chateado por poderíamos ter feito história”, disse o meia Adrianinho, que perdeu um gol feito aos 48 minutos do segundo tempo.

A Ponte encerra sua participação com um jejum de quatro jogos sem vitórias, com dois empates e duas derrotas. A última vitória foram os 2 a 0 sobre o Bragantino, quando conquistou o acesso antecipadamente. O empate deste sábado deixou o time de Campinas na segunda posição, com 69 pontos, enquanto o Joinville acabou com 70 pontos. O Náutico terminou na 13ª posição, com 50 pontos.

ERA UMA DECISÃO?
Apesar da semana conturbada, que contou até com greve, os jogadores do Náutico entraram em campo e até com muita motivação. Até parecia os donos da casa que disputavam o título. A Ponte entrou em campo sonolenta e até aceitando com passividade o jogo do adversário.

Nilson Zanchetta/AFI

Mesmo mal em campo, os paulistas quase marcaram, aos dez minutos. O atacante Alexandro escapou pela direita e cruzou. O meia Roni pegou de primeira para grande defesa de Júlio César. A resposta do Timbu foi letal. Aos 13 minutos, o meia Vinícius bateu colocado, de fora da área, e mesmo fraca, a bola entrou no canto direito do goleiro Roberto.

Mesmo diante de um adversário infinitamente inferior tecnicamente, a Macaca seguiu apresentando um futebol pífio. Nos poucos lampejos que o time teve, acabou chegando. Como aos 17 minutos, quando o meia Renato Cajá arriscou de fora da área e bola saiu rente ao trave.

Depois deste lance, contudo, o jogo ficou abaixo da média. Com a vantagem, o Alvirrubro ficou mais cauteloso. Errando passes bobos e com suas linhas muito distantes, os campineiros praticamente não levaram perigo ao gol de Júlio César.

AGORA SIM!
Insatisfeito com inoperância de seu ataque, o técnico Guto Ferreira tratou de colocar o atacante Cafu na vaga de Rafael Costa. O camisa 9 saiu no intervalo, após uma atuação apática. Logo em sua primeira participação, Cafu quase marcou. Aos dois, após cruzamento da esquerda, ele bateu de primeira à direita do gol.

A bronca de Guto parece ter surtido efeito. A Ponte voltou com uma postura totalmente diferente. Tanto que aos cinco e aos seis minutos, perdeu duas grandes chances. Na primeira, Roni finalizou para grande defesa de Júlio César. Depois, Renato Cajá recebeu na meia lua e bateu por cima do gol.

A Macaca seguiu na pressão. A tensão aumentou ainda mais quando chegou a notícia de que o Oeste marcara um gol no Joinville. Logo na sequência, aos oito minutos, Roni soltou uma bomba e carimbou o travessão. No Majestoso, os milhares de torcedores que acompanhavam o duelo pelo telão tentavam empurrar o time a mais de 2 mil quilômetros de distância.

FEZ O GOL, MAS…
Após a grande pressão, a Ponte finalmente chegou ao empate, aos 15 minutos. Após lindo lançamento do lateral-direito Jeferson, Roni ajeitou para Renato Cajá. O meia matou na coxa e bateu fraco. Júlio César não segurou e a bola rolou mansamente para o gol. O Timbu reclamou que a bolaa não chegou a entrar totalmente.

Depois do empate, o jogo ficou dramático. A Ponte voltou a cair de produção, principalmente a saída de Renato Cajá para a entrada de Thomás. Os donos da casa voltaram a ter controle da bola.

No final, na base do abafa, A Ponte teve duas ótimas oportunidades de virar. Após cobrança de falta de Adrianinho, aos 46, Alexandro desviou de cabeça para um milagre de Júlio César. Aos 48, o mesmo Adrianinho saiu na cara do gol, mas em vez de bater exagerou no preciosismo e tentou dar um corte a mais. Fato que deu tempo para a defesa alvirrubra se recompor.