Náutico 1 x 1 Fluminense - Empate nos acréscimos, mas justo
Recife, PE, 31 (AFI) – Depois de viver uma semana agitada, com a invasão e até agressão de torcedores no Estádio das Laranjeiras, o Fluminense mostrou raça e determinação, mas não contou com a sorte. E só não venceu o Náutico, neste domingo à tarde, no Estádio dos Aflitos, em Recife, porque sofreu um gol, de pênalti, aos 49 minutos do segundo tempo.
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O empate, porém, foi justo. Pela melhor técnico do Fluminense, dominando o priemiro tempo, e pela garra e correria do Náutico, na etapa final. E também pela presença marcante da torcida do Timbu, que valeu o recorde de público no Brasileirão nos Aflitos.
Timbu invicto
Este jogo foi válido pela quarta rodada, disputado num gramado pesado pelas chuvas, e deixou o time tricolor quase reabilitado da derrota, no Maracanã, para o Santos, por 4 a 1, na última rodada. Com cinco pontos, ocupa, provisoriamente, a 11.ª posição.
O Náutico vinha de uma brilhante vitória, fora de casa, sobre o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, numa virada, por 3 a 2, depois de estar perdendo por 2 a 0. Manteve a série invicta de quatro jogos e, com oito pontos, ocupa a quarta posição, pelo menos antes dos últimos jogos deste domingo.
Domínio no meio-campo
Para errar menos nos passes e reforçar o sistema de marcação, o técnico Carlos Alberto Parreira reforçou o setor de meio-campo, agrupando seus jogadores e ganhando o setor. Com este domínio ficou mais fácil controlar o jogo, tanto na marcação como abrindo alternativas para ir ao ataque.
A estratégia ficou facilitada com o gol saindo logo aos nove minutos. Diogo ganhou uma dividida na intermediária e ligou Fred em velocidade. Ele entrou na área, ajeitou e bateu de direita. O chute saiu cruzado e a bola bateu ainda na trave antes de entrar. Gol de artilheiro.
Dificuldades de atacar
O Náutico encontrava dificuldades para ir ao ataque, mesmo porque não tinha alternativas pelas laterais do campo. O lateral Anderson Santana era bem marcado por Diogo e com a cobertura de Carlos Eduardo. Do outro lado, Gladstone não é um ala de ofício, ficando mais preocupado com a marcação do que em atacar.
Mais duas chances de gols saíram até o intervalo. Aos 40 minutos, após troca rápida de passes, a bola sobrou na esquerda para o chute de Marquinho. A bola desviou num zagueiro, tocou nas mãos do goleiro e na trave antes de sair para escanteio. A única chance real do Timbu aconteceu nos acréscimos, aos 47 minutos. Carlinhos Bala cobrou bem a falta, encobrindo a barreira. Mas o goleiro Ricardo Berna, substituindo Fernando Henrique, subiu e mandou para fora.
Mudanças na volta
O técnico Waldemar Lemos não titubeou no intervalo, promovendo duas trocas. Sacou o improdutivo Kuki (que recebeu poucas bolas) para a entrada de Anderson Lessa, e tirou o vaiado Junior Carioca para a entrada de Dinda, que é um xodó da torcida, irriquieta com a fraca atuação do time na etapa inicial.
O Náutico melhorou. Tanto que em menos de cinco minutos já criou duas chances reais para empatar. Aos dois minutos, após escanteio, o zagueiro Asprilla cabeceou a bola que tocou no travessão e saiu. Aos quatro minutos, Carlinhos Bala apareceu bem para o arremate e chutou no alto. O goleiro Ricardo Perna foi no alto e mandou para fora.
Só no contra-ataque
O Fluminense mantinha seu plano de explorar os contra-ataques. Mas foi num lance de bola parada, escanteio, que quase ampliou. Fred apareceu sozinho na pequena área para cabecear de cima para baixo. A bola ia entrando quando o goleiro Eduardo saltou para espalmar, numa grande defesa.
Aos 26 minutos, na base da pressão, o Náutico ameaçou de novo. O cruzamento veio da esquerda, feito por Anderson Santana, e Gladstone apareceu no outro lado para cabecear em cima de Ricardo Berna, que rebateu para frente, meio assustado.
Raça e chances
O Timbu tentou na raça, uma vez que não dava na técnica. Assim criou duas ou três situações perigosas dentro da área, onde a bola ficou quincando pedindo um chute certeiro para balançar as redes. Aos 35 minutos, a bola bateu, sem querer, no braço de João Paulo, com a torcida pedindo pênalti. O juiz fez bem de não anotar, porque não houve nenhuma intenção.
E Carlinhos Bala aproveitou bem, aos 37 minutos, o lançamento em que a defesa parou pedindo impedimento. Mas o atacante, sozinho, demorou para chutar e acabou bloqueado pelo goleiro Berna. Não pode perder um gol desse! Um pouco depois, o juiz exagerou ao expulsar um jogador de cada time, numa disputa normal. Saiu Luís Alberto, do Flu, e Derley, do Timbu.
O lance de empate saiu nos acréscimos. Anderson Lessa passou por Maikon, mas acabou segurado pela camisa e se atirou no gramado, forçando o pênalti. O pênalti aconteceu e o juiz marcou. Na cobrança, Gilmar fez a “indecente” paradinha e deslocou o goleiro Berna. O empate estava decretado. A justiça também.
Próximos jogos
O Náutico vai abrir a quinta rodada já na próxima quinta-feira, contra o Grêmio, no Estádio Olímpico. O Fluminense vai fechar a rodada, domingo, às 18h30, no Maracanã, no clássico contra o Botafogo.
Ficha Técnica
Náutico-PE 1 x 1 Fluminense-RJ
Local: Estádio dos Aflitos, em Recife-PE
Data: 31/05/2009
Renda: R$ 109.935,00
Público: 17.781 pagantes
Árbitro: Wilson Luis Seneme – SP (FIFA)
Cartões amarelos: Carlos Eduardo, Wellington Monteiro, Thiago Neves e Maicon (Fluminense). Asprilla, Galiardo, Vágner, Derley e Dinda (Náutico).
Cartões vermelhos: Luis Alberto (Fluminense) e Derley (Náutico)
Gols: Fred, aos 9’/1T (Fluminense). Gilmar, pênalti aos 49’/2T (Náutico).
Náutico
Eduardo; Gladstone, Vágner e Asprilla (Galiardo); Derley, Júnior Carioca (Dinda), Johnny, Gilmar e Anderson Santana; Carlinhos Bala e Kuki (Anderson Lessa).
Técnico: Waldemar Lemos
Fluminense
Ricardo Berna; Diogo, Edcarlos, Luís Alberto e João Paulo; Wellington Monteiro, Marquinho, Conca e Carlos Eduardo (Maikon); Thiago Neves (Alan) e Fred (Cássio).
Técnico: Carlos Alberto Parreira





































































































































