NA SÚMULA! Juiz relata briga e Brasil e Londrina devem ser punidos na Série D

A briga generalizada acabou entre a degelacia de plantão e a ambulancia do estádio do Café

A confusão generalizada na segunda partida semifinal da Série D do Campeonato Brasileiro, entre Londrina e Brasil de Pelotas, deverá render punição pesada às duas equipes

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Campinas, SP, 02 (AFI) – A confusão generalizada na segunda partida semifinal da Série D do Campeonato Brasileiro, entre Londrina e Brasil de Pelotas, deverá render punição pesada às duas equipes. A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já requisitou as imagens do jogo, enquanto a súmula do árbitro Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO) registra desde arremesso de rádio até chute no rosto.

“Estamos analisando imagens e fazendo uma varredura nos principais sites e redes de TV. Iremos identificar e denunciar com rigor todas as infrações, requerendo desde logo o relatório da arbitragem e do delegado da partida”, afirmou nesta segunda-feira o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt.

O procurador destacou ainda que pedirá suspensão “preventiva” aos denunciados. “Suspensões preventivas devem ser avaliadas para requerimento urgente, à medida que as equipes têm compromissos com partidas finais. Essa pancadaria e violência entre atletas, dirigentes e até torcedores nas arquibancadas merece uma pronta resposta”, defendeu Schmitt.

Márcio Hahn (à esquerda) quase foi atingido por um rádio pela torcida do Londrina

Márcio Hahn (à esquerda) quase foi atingido por um rádio pela torcida do Londrina

Segundo relato do árbitro, a confusão iniciou aos 28 minutos do segundo tempo, pouco depois de ele ter expulsado o técnico Rogério Zimmermann, do Brasil. “Visualizamos uma confusão na entrada dos vestiários localizados atrás da meta defendida pelo goleiro da equipe g. e brasil (Grêmio Esportivo Brasil). A partir deste momento, deu-se início a um confronto generalizado entre atletas (jogador e suplentes) e comissões técnicas de ambas as equipes, não sendo possível precisar quem o desencadeou”, escreveu Valadão.

O árbitro cita nominalmente dois integrantes da comissão técnica do Londrina, incluindo o treinador Cláudio Tencati, e três do Brasil. A expulsão do goleiro do time gaúcho, Eduardo Martini – que acabou na delegacia -, ocorreu por ele “dar um soco no rosto de um membro oficial da equipe do Londrina E. C, o qual se encontrava fora do campo de jogo”.

Antes da confusão, o árbitro já havia expulsado do campo o assistente técnico, Aléssio da Costa Antunes, e o preparados físico do Londrina, João carlos Ruiz. Após a briga generalizada, o goleiro, Martini, e o auxiliar técnico do Brasil, Alex Lessa, o técnico, Paulo Tencati, e o fisioterapeuta do Tubarão, Marcelo Rockenbach também foram convidados a se retirar de campo. Mais tarde, o preparador físico João Beschorner e o massagista do Xavante Paulo César Teixeira também foram expulsos.

Quem levou o soco, no relato de Valadão, é o roupeiro do time, Sidnei Schelian, mais conhecido como Chimbika (citado como “Chimbinha” na súmula). “Logo após ser socado, ‘Chimbinha’ caiu no chão e foi atingido por com um chute no rosto por um atleta substituto do G. E Brasil, o qual não foi identificado por usar colete e estar no meio do confronto”, descreve o árbitro na súmula. Chimbika acabou hospitalizado, mas já recebeu alta.

De acordo com Eduardo Tomaz de Aquino Valadão, durante a confusão, realmente Martini acertou um soco na cara de Chimbinha, roupeiro do Londrina Esporte Clube, mas não foi o goleiro quem chutou a cabeça do profissional, quando já estava caído no gramado. Segundo o que relatou na súmula, o chute foi proferido por um reserva, identificado mais tarde como Marcio Jonatan, atacante do Brasil de Pelotas. Na briga generalizada, o lateral do Londrina, Allan Vieira, também recebeu o cartão vermelho direto direto, por agredir um atleta em campo e ainda insultar o árbitro com frases como “pode me expulsar seu fraco, tá olhando o que?“, conforme relatado em súmula.

Conforme já foi divulgado pelo Futebol Interior, o árbitro confirma que Martini não chutou a cabeça de Chimbinha

Conforme já foi divulgado pelo Futebol Interior, o árbitro confirma que Martini não chutou a cabeça de Chimbinha

Segundo o que relatou na súmula, o técnico Paulo Tencati, o fisioterapeuta Marcelo Rockenbach e o lateral Alan Vieira eram os envolvidos do Londrina na confusão generalizada. Pelo lado do Brasil de Pelotas, Valadão aponta o auxiliar técnico Alex Lessa, o preparador físico João Beschorner, o massagista Paulo Sérgio e o goleiro Eduardo Martini. Durante a briga generalizada, o jogo ficou paralisado por 22 minutos.

Paulo César Teixeira também foi visto, segundo o árbitro, com um objeto de ferro com aproximadamente 40cm na mão. Conforme já foi divulgado pelo Portal Futebol Interior, durante a confusão um membro do Brasil de Pelotas foi visto com um espeto de churrasco dentro do gramado, ameaçando os atletas adversários. Sendo assim, até o momento, o massagista é o principal ‘suspeito’ do ato. A súmula do jogo também informa que houve ofensas mútuas entre dirigentes e membros das comissões técnicas dos dois times e invasões de gramado.

E O RÁDIO?

O torcedor do Londrina Esporte Clube, Diego Zorzi, 26 anos, foi identificado como o responsável por atirar um rádio na direção do volante Márcio Hahn, quando o jogador deixava o gramado carregado pela maca. De acordo com a súmula, o objeto caiu ao lado do assistente Leandro dos Santos Ruberdo, mas não atingiu ninguém.

Aos 28 minutos do segundo tempo, após a expulsão de Zimmermann, uma confusão generalizada tomou conta do jogo

Aos 28 minutos do segundo tempo, após a expulsão de Zimmermann, uma confusão generalizada tomou conta do jogo

JÁ TINHA PREVISTO

De acordo com Valadão, o intervalo do jogo já teve um princípio de confusão na entrada dos vestiários, mas a equipe de arbitragem e o policiamento interviram e controlaram a situação. “Questionei o Sr. 1º Tenente Jacchell, comandante do policiamento, qual era seu efetivo, o qual informou que tinha um efetivo disponível de 73 policiais militares no estádio, assim solicitei que reforçasse o policiamento nos arredores do campo de jogo, principalmente nas proximidades dos vestiários das equipes, solicitação que visava evitar quaisquer tipos de confronto entre os integrantes das equipes durante ou após a partida”, já prevendo o confronto.