Na CPI do Futebol, Eurico Miranda critica Sul-Minas-Rio e alfineta Dinamite

O presidente do Vasco se mostrou contra a criação da Liga Sul-Minas-Rio, criticou a modernização do futebol e ainda cutucou Dinamite

Eurico Miranda fez um pouco de tudo em seu depoimento ao Senado na CPI do Futebol, nesta quarta-feira

Por: Agência Futebol Interior, 14/10/2015

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Rio de Janeiro, RJ, 14 – Conhecido por suas opiniões polêmicas e declarações bombásticas, Eurico Miranda fez um pouco de tudo em seu depoimento ao Senado na CPI do Futebol, nesta quarta-feira. O presidente do Vasco se mostrou contra a criação da Liga Sul-Minas-Rio, criticou a modernização do futebol e sobrou até para seu antecessor no cargo, Roberto Dinamite.

Para começar, Eurico mostrou seu descontentamento com a Liga Sul-Minas-Rio por avaliar que ela beneficiaria somente os maiores clubes da região.

Para Eurico a liga é mais uma mudança fracassada do futebol moderno

Para Eurico a liga é mais uma mudança fracassada do futebol moderno

“Nunca vi nada tão ilegal e imoral. Você tem o calendário bonitinho para o ano todo, e alguém chega e fala que não vai ser desse jeito. Se me chamassem para essa liga, eu diria que não iria. Ela vai prejudicar muitas pessoas. É um processo de elitização e serve para acabar com os clubes de menor investimento.”

MUDANÇA FRACASSADA

Eurico avaliou que a Liga é mais uma mudança fracassada do futebol moderno. O mandatário vascaíno, aliás, se mostrou revoltado com os rumos que a modalidade está tomando no Brasil e declarou, por exemplo, ser totalmente contra a modernização de alguns cargos nos clubes.

“As chamadas modernização e profissionalização são o grande problema do futebol brasileiro. O profissional pode fazer a maior sujeirada no Corinthians que ele não responde por ela, quem vai responder é o presidente. Aí, vai para o Vasco, para fazer a mesma sujeirada”, disparou.

Ainda sobrou tempo para uma alfinetada nada sutil a Dinamite. “Passaram uns profissionais lá que ‘dinamitaram’ meu clube, acabaram com ele. Eu não sou do tempo de CEO, diretor executivo remunerado. Eles fazem a dívida, deixam e quem paga é a instituição. Então, é preciso ter muito cuidado com modernização do futebol.”