Muricy Ramalho fala grosso e elogia espírito do time
São Paulo, SP, 13 (AFI) – Quando o São Paulo tem uma grande vitória, o técnico Muricy Ramalho já tem sua vestimenta definida na entrevista coletiva. Ele faz de durão, solta alguns palavrões e não esconde até um leve sentimento de “vingança” à imprensa pelas críticas. O técnico, porém, foi coerente ao elogiar os jogadores porque, segundo ele, “se superaram taticamente”. E sob a pressão interna desafabou: “Estou com o saco cheio”.
”Na teoria a gente tinha apenas três jogadores no meio-campo contra quatro deles. Então eu pedi para todos ajudarem um pouco na marcação, até mesmo o Dagoberto, que voltava sempre que o Pierre descia, embora não desça muito”, afirmou.
E fez questão de elogiar todo o time, evitando comentar as atuações de forma individual. Nem mesmo do volante Zé Luís, que anulou o meia Valdívia:
“Todos entram em campo já com uma missão determinada. Acho que todos foram bem e por isso vencemos”, concluiu.
Sobre o novo gol de Adriano, ele não teve dúvidas em apontar que “se trata de um grande jogador, que fez seu nome por sua condição técnica, tanto que joga na Europa. Ele está decidindo os jogos e isso é bom para ele e para o time”, concluiu.
Jogadores dividem méritos
Os jogadores também entraram no mesmo discurso do treinador. Para o atacante Dagoberto, obrigado a marcar, tudo é questão de tempo.
”Ainda estou me adaptando à nova função. Mas todos estão empenhados e acho que fiz bem o meu papel”.
O zagueiro André Dias elogiou “o espírito de luta, a vontade e o empenho de todos”. E depois comentou sobre as provocações inúteis de Denílson.
”O Denílson é experiente e pensa que todo mundo é criança. Ele sabia que eu estava pendurado com dois cartões e tentou me provocar para eu tomar o terceiro cartão. Mas não sou garoto e não cai na conversa dele”.
Para o goleiro Rogério Ceni “a vitória foi justa” mas ainda não garantiu nada ao São Paulo. “Ainda temos um jogo difícil, onde não teremos toda a nossa torcida”, alertou. Apenas oito mil ingressos foram destinados aos sãopaulinos para o Palestra Itália. E a Polícia Militar vai escoltar a torcida tricolor, num trajeto de seis quilômetros.





































































































































