Muralha minimiza boa atuação após classificação do Peixe

Santos, SP, 23 (AFI) – Principal figura na vitória santista sobre o Gimnasia y Esgrima, por 2 a 1, em La Plata, o goleiro Fábio Costa acha que o clube paulista poderia ter chegado à vitória por um caminho muito mais fácil caso apresentasse seu futebol de toque de bola desde o início de jogo. A Muralha santista minimizou a sua boa atuação e cobrou dos jogadores de linha uma melhor postura.

Pressionado pelo ataque do Gimnasia, que precisava dos três pontos para ambicionar a vaga às oitavas da Libertadores, o time da Vila foi salvo pelo goleiro alvinegro, que efetuou pelo menos quatro defesas decisivas, duas delas em intervalo curto.

Na avaliação do atleta, o Santos pecou ao aceitar o ritmo de jogo imposto pelo rival, mas chegou ao triunfo graças à superioridade da equipe litorânea. Sobre as boas defesas, Costa preferiu dividir os méritos com o elenco.

“Não me preocupo com essa questão das defesas. Quem vence é o grupo. Fora de casa é sempre difícil. Eles usaram as jogadas aéreas no segundo tempo e tivemos uma queda de rendimento na etapa final. Só que tecnicamente somos muito superiores e fizemos a diferença quando colocamos a bola no chão”, avaliou Fábio Costa, em entrevista à Rádio Globo, ainda na Argentina.

Vanderlei Luxemburgo concorda com Fábio Costa. O time poderia ter saído de campo com uma mais folgada. O gol de desempate ocorreu no último minuto, através de Zé Roberto.

“O atacante deles, o Santiago Silva, recebia as bolas na área e chamava o jogo. Ele segurou os nossos zagueiros e o Santos ficou preso nisso. Fizemos o gol quando botamos a bola no chão. Simples. Poderíamos ter aproveitado mais essa técnica nossa, já que o gramado estava bom e o campo dava condições para isso”, comentou Luxemburgo.

O triunfo fora de casa deixou o Santos com 12 pontos e disparado no primeiro lugar do Grupo 8. O segundo colocado, Defensor Sporting (URU), tem a metade dos pontos. Já o Gimnasia y Esgrima permaneceu na terceira posição, com três pontos.