MS: Presidente do SAAD se pronuncia sobre acusações de advogado

Presidente do clube diz que as acusações são uma "injúria"

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Campo Grande, MS, 06 (AFI) – O presidente do MS/Saad, Romeu Carvalho de Castro, recebeu com profunda indignação o artigo publicado pelo Futebol Interior com denúncias. Segundo ele, são denúncias infundadas, já apuradas e arquivadas pela Justiça Desportiva, feitas por representantes do Operário-MS, numa tática sistemática que adotaram para minar as forças que dentro da lei promovem e engrandecem o futebol profissional do Estado do Mato Grosso do Sul.

Abaixo segue a explicação de Romeu Carvalho de Casto:
Para entender o que parece ser um esquema doentio montado pelo atual presidente do Operário-MS para denegrir clubes e instituições, precisamos voltar ao momento em que o Antônio Vieira Cezário da Cunha assumiu a presidência do clube, que ainda tinha representação nas competições nacionais e a maior legião de fãs de seu estado.

Em poucos anos o dirigente conseguiu a “proeza”de excluir o Operário, ainda hoje ocupando um honroso 40.º lugar no ranking de clubes da CBF, de todas as competições nacionais, após um rebaixamento da Série C e da exclusão da Série D pelos critérios técnicos que regem o futebol brasileiro. No âmbito regional o clube também passou a naufragar com rebaixamentos sucessivos.

Em 2010, o Operário padecia na Segunda Divisão de Mato Grosso do Sul, onde precisou do auxilio financeiro de abnegados desportistas para terminar a competição, na qual não conseguiu o acesso para voltar à divisão de elite. Os jogadores do Galo foram abrigados na sede que o MS/Saad mantinha na Avenida Bandeirantes, que não foi ressarcido pela cessão ou pelos diversos prejuízos decorrentes da ocupação do imóvel.

Em 2011 com a desistência do representante de Nova Andradina, a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul convidou o Operário a ocupar a vaga deixada na Série A, dando novo alento à Nação Operariana. Mantendo o mesmo ritmo dos anos anteriores sob o comando de Toni Vieira, os insucessos se repetiram a cada rodada, e Galo foi novamente rebaixado à Série B, somando apenas um ponto regularmente obtido após 14 rodadas.

Desesperado e pressionado pela torcida, o presidente do Operário passou a atacar quem mais lhe auxiliou nos últimos anos, como o presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul além das diretorias do MS/Saad, Aquidauanense e Rio Verde. Ainda repercute em Aquidauana o nobre gesto dos dirigentes do atual vice-campeão estadual que prestaram socorro imediato ao presidente do Operário em fuga de um hotel da cidade, enquanto era perseguido por furiosos torcedores do Galo.

Mas o Antonio Vieira não parece saber o significado da palavra gratidão e ficou obcecado pela ideia de encontrar uma forma de “virar a mesa” e manter o Operário na Série A, o que não é permitido pela legislação atual. Assim, passou a lançar na imprensa inúmeras denúncias para denegrir clubes, dirigentes e a própria Federação.

No caso do MS/Saad, o dirigente do Operário implica com o fato do clube ter sido fundado e registrado em outro Estado, no caso São Paulo, que quer que o mundo acredite que isso é irregular. Acontece que a legislação brasileira permite que clubes fundados em localidades diferentes atuem em qualquer unidade federativa, como acontece com a presença de clubes registrado em Goiás e Minas Gerais nos campeonatos do Distrito Federal.

Dessa forma também, clubes do Rio e São Paulo puderam promover muitos de seus jogos fora das fronteiras estaduais em diversas oportunidades. Em todas as denúncias, os representantes do Operário omitem o rebaixamento pela vergonhosa participação nas últimas competições e se diz perseguido.

Como um clube goleado por 3 x 0 e 4 z 0 pelo MS/Saad nas duas partidas disputadas em 2011, e que termina a competição punido pelo TJD com a perda de seis pontos por ter escalado atleta irregular, pode questionar o próprio rebaixamento, com a pior campanha dentre os 16 participantes do campeonato?

O MS/Saad disponibilizou ao site Futebol Interior todos os documentos que demonstram a sua situação regular e a ilegitimidade das acusações.

Novas medidas serão apresentadas!
Sem mais paciência para os ataques infundados contra o clube, o presidente do MS/Saad vai propor a Assembleia Geral da Federação de Futebol de Mato grosso do Sul a exclusão do Operário do seu quadro de filiados, até que toda a situação envolvendo o clube seja devidamente apurada. A medida precisará do aval de 2/3 dos presentes para que seja validada, mas pelos contatos preliminares o dirigente acredita que conseguira o número necessário de assinaturas.

Também foi requisitado ao site futebol interior o nome completo e número de registro da OAB da pessoa que se apresentou como sendo o advogado Pedro Augusto, para que sejam adotadas ações tanto a nível civil como junto a representação da OAB em Mato Grosso do Sul.