Mosca, ex-meia da Ponte Preta que lembrava Lucas Lima no estilo
Atleta atuou pela Macaca de 1971 a 1974
Mosca, ex-meia da Ponte Preta que lembrava Lucas Lima no estilo
Quem viu o meia Lucas Lima, do Santos, desfilar o seu talento na vitória sobre o Corinthians por 2 a 0, domingo passado, no Estádio da Vila Belmiro, saiba que aquele estilo era coisa rotineira em clubes do interior paulistano.
Quase todas as equipes chamadas pequenas tinham pelo menos um jogador diferenciado e posicionado na organização.
Guardadas as devidas proporções de épocas, o estilo de Lucas Lima tinha incrível semelhança ao de Carlos Henrique Pedro, o Mosca, na Ponte Preta de 1971 a 1974, formando tripé de meio de campo com Chicão e Dicá.

Quando o então treinador Cilinho pediu ao diretor de futebol da Ponte Preta, Peri Chaib, para buscar o atleta no XV de Piracicaba, sabia que teria em campo um meia organizador do tipo Roberto Pinto, e com mais alguns ingredientes: Mosca sabia projetar com a bola e chutava como poucos, principalmente em cobranças de faltas.
TIJOLO
Quando você vê aquela matada clássica de Lucas Lima, mesmo quando recebe um ‘tijolo’, ou bola quadrada, lembre-se que Mosca a repetia com incrível facilidade.
A visão de jogo de Lucas Limas para colocar companheiros na ‘cara’ do gol era outra característica registrada de Mosca, numa época em que jogador não ficava medindo palavras para evitar ferir susceptibilidade.
Certa ocasião, quando um repórter da revista Placar veio a Campinas entrevistá-lo, as respostas fluíram com naturalidade. Dizia que projetava escala maior na carreira.
“Confio muito em meu futebol, mas sei que tenho que corrigir meu defeito de falhar na marcação. Tudo ou mais que um apoiador deve fazer eu faço muito bem”.
E completou: “Daqui algum tempo eu quero ir para um time grande, de preferência o Corinthians, time pelo qual eu sou vibrado”.
E foi jogar no Corinthians em 1974, sem contudo repetir o futebol dos tempos de Ponte Preta.
Assim, quis o destino que continuasse a carreira no Operário de Várzea Grande, no Mato Grosso, e de lá nunca mais saiu após abandonar a carreira de atleta.
Aos 66 anos de idade completados em novembro passado, lá construiu família, é venerado, e segue trabalhando como treinador de equipes de menor expressão.





































































































































