Molecada do Avaí coloca água no chope do G4 em que o Guarani se enquadrava

Bugre havia chegada ao pelotão de cima, mas os catarinenses recuperaram a posição

Molecada do Avaí coloca água no chope do Z4 em que o Guarani se enquadrava

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O Guarani ficou 110 minutos no G4 no complemento da 28ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

Após vencer o CSA por 1 a 0, na tarde deste sábado no Estádio Brinco de Ouro, a noite lhe parecia colorida quando Eloir colocou o Sampaio Correa em vantagem contra o Avaí, em Florianópolis.

E não é que o time maranhense poderia ter ampliado a vantagem em finalização do esperto atacante João Paulo, mas o goleiro Kozlinski evitou com difícil defesa.

Avaí vibrou muito com a virada

Avaí vibrou muito com a virada

Aí o treinador Geninho, do Avaí, ousou ao trocar veterano pela juventude. Foi chamado de burro quando sacou o meia Marquinhos para entrada do jovem atacante Getúlio.

E quem marcou o gol de empate? Getúlio, de cabeça. O então desajustado Avaí mudou da água pro vinho com a entrada de Luan, garoto da base, que incendiou o time e ajudou na virada da equipe por 3 a 1 diante do guerreiro time maranhense.

VITÓRIA BUGRINA

O Guarani fez por merecer a vitória sobre os alagoanos, sobretudo pela determinação.

Os primeiros dez minutos foram de reedição daquilo que havia colocado em prática contra o Atlético Goianiense, encurralando o CSA em seu campo de defesa, asfixiando-o.

A pressão era tão intensa que o CSA ficou atordoado naquele começo de jogo e havia trocado o seu estilo de trabalhar a bola pelo chutão.

O time alagoano só começou a dar ‘sinal de vida’ depois que o meia Daniel Costa arriscou chute rasteiro de fora da área aos 14 minutos, provocando rebote do goleiro Agenor.

Aí, embora o CSA havia proposto equilibrar a partida, o Guarani era mais contundente nas chegadas ao ataque, usando bastante os lados do campo, e com cruzamentos no chão, nas costas dos zagueiros.

Foi neste estilo, pela direita, que chegou ao gol aos 30 minutos do primeiro tempo.

Matheus Oliveira cruzou, Bruno Mendes se atirou na bola, e tocou de canela pra rede.

ADMINISTRAR VANTAGEM

Após o intervalo, o Guarani optou por se resguardar em seu campo defensivo para administrar a vantagem. Preocupou-se em encurtar espaço para penetração do adversário, todavia com falha

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de leitura de jogo de seu treinador Umberto Louzer, que demorou para colocar Felipe Bigode no lugar do destoante Rafael Longuine.

E ao optar pelos contra-ataques, o Guarani teve chance de ampliar em finalização de Matheus Oliveira, mas a bola bateu no pé da trave, com o goleiro Felipe Garcia batido no lance.

Se de fato o CSA ficou mais com a bola no segundo tempo, procurou rodá-la, isso não resultou em objetividade, visto que não dispõe de jogadores de velocidade.

Assim, a meta do goleiro bugrino Agenor só sofreu risco quando Juan foi ao fundo de campo e o cruzamento não foi interceptado. A bola sobrou ao meio-campista Didira, mas o chute foi pra fora.

Mesmo com oscilações de rendimento na competição, o Guarani se credencia sim pelo acesso. Comparativamente ao Avaí teve desempenho mais uniforme na rodada.

Assim, o desdobramento das próximas rodadas certamente provocará muitas emoções ao seu torcedor.